Capítulo 3

444 Words
- Cê é a primeira que eu não acho a ficha. - fechei a porta de casa e encarei o Souza. - Visita ilustre. - debochei.  - Como que ninguém te achou? - perguntou se levantando.  - Você só vê sombra no sol. - respondi e ele me encarou. - Eu não fico no sol.  - Que que cê faz da vida? - parei de frente pro Souza, encarando ele, com tempo o bastante pra mexer na arma dele então sai de perto.  - O que você faz da vida? - dei ênfase no você, e ele me encarou. - Sem perguntas. - Quem manda aqui sou eu. - falou ajeitando a arma.  Tirei minha arma da parte de trás da calça, coloquei em cima da mesa e olhei pra ele. - Tá me ameaçando, princesa? - soltou irônico.  - Não. Nem preciso. - sentei na mesa e limpei minha arma. - Eu fico na minha, você fica na sua. Não vou te dar problema.  - Não vai me dar problema? - perguntou arqueando a sobrancelha.  - Se você ficar na sua, não. - respondi. - Mas eu posso ser uma p**a pedra no teu caminho.  - Cê não vai querer me ter como rival. - deu um passo na minha direção. Soltei um risinho irônico, pulei da mesa, cheguei mais perto dele e parei, olhei pra ele e passei a língua nos dentes.  - O mesmo pra ti. - rebati. - Eu não tenho medo de você. - ele ajeitou a arma e me olhou. - Aliás, a arma tá descarregada. - peguei as balas no bolso da calça e entreguei pra ele.  Ficamos em silêncio, eu com um sorrisinho maroto, ele com cara de tacho.  - Fica esperto. - dei um tapinha no ombro dele e cheguei mais perto. - Eu sou mais imprevisível do que você pensa. - falei no ouvido dele.  - Fica ligada. - falou depois de um tempo. - Tô no teu pé. Souza - Mina marrenta do c*****o. - falei e Nemo riu.  - Ágatha tava com ela hoje. - olhei pra ele, que deu de ombros.  - Quero saber de qual foi. - bufei. - De onde a mina é, porque tá aqui, até a cor da calcinha, cê tá ligado? - Que neurose é essa? - soltou e encarei ele. - Mina não ia brotar armada atoa. - expliquei.  - Ela tá armada? - perguntou e eu assenti. - Vou colar no barraco dela.  - Adianta p***a nenhuma. - retruquei. - Ela me peitou, pegou minha munição nem sei como.  - Vou dar meu jeito. - falou levantando. - Amanhã de manhã eu trago ela.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD