Ela respondeu desanimada: — Uhum, obrigada. — Só vou comprar comida mesmo! — Não quero abusar da sua boa vontade. Ele tentou desconversar: — Não, pô, de boa, pode usar e abusar de mim. — Ô, cê tá de boa mesmo? — Parece diferente, sei lá. Ela disse que estava normal, nem perguntou nada sobre ele. Quando o sol estava baixando, ela desceu para ir no mercadinho, passou na farmácia também, perguntou se vendiam um remédio para o estômago, muito forte, que era usado para outras coisas, interromper gestação principalmente. O farmacêutico até deu risada: — Ô, dona, aqui não é terra sem lei, não. — Esse daí é bem difícil conseguir. — Mas eu posso tentar pegar com um amigo. Vai ser caro! Ela pediu discrição e encomendou, deixou o número com ele, pra ser avisada quando chegasse. No me

