Ele repetiu com deboche, mexendo no celular: — Importante? Na moral? Ela estava terminando de arrumar tudo, copos, pratos: — É, pelo menos pra mim. — Não gosto de comer na sala ou quarto, nem que comam de colher batendo no prato, como se estivesse batendo massa. Desculpa! Ele ficou com um sorriso debochado, foi sentar à mesa: — Então vou comer com as mãos, beleza? Ela o serviu e colocou a colher no prato: — Desculpa por me intrometer na sua vida. É que tudo por aqui é bem diferente. — Eu não sei como me comportar, tenho receio de te irritar e ser colocada na rua. Não tenho pra onde ir, Camilo, eu tô ferrada! Ela começou a chorar sentida. Ele levantou, foi pegar um garfo e faca: — Não vou te colocar na rua, se tá dormindo comigo, fingindo que quer, no caô, fazendo as coisas pra ter

