— Meu amor — aproveito-me do seu sono para fazer o que por tantos dias não faço. Carinhosamente, tiro as mechas de cabelo que cobrem o seu rosto e passo delicadamente o dedo indicador na sua bochecha corada pelas lágrimas. — Me perdoa — sento na cama, abaixo o tronco na altura do seu rosto e sussurro perto do seu ouvido: — Era tudo mentira, tudo o que se passou nos últimos dias foi uma grande mentira — beijo primeiramente sua bochecha e depois do canto da sua boca. — Eu te amo. Tá me ouvindo? Eu te amo, Jessica. — Bruno — ela se mexe, incomodada, sem abrir os olhos. — Eu te amo, não faça isso, por favor — afasto-me, assustado, ao passo que, debatendo-se com mais vigor, ela continua a falar, só que agora entre lágrimas. — Não, papai, o senhor prometeu... volta, prometo ser uma boa menina —

