Eu não fui endiciada a nenhum crime, porém a minha mãe e minha tia me internaram em uma clínica, nessas de viciados em substâncias, eu além de ser uma viciada sou desequilibrada, esse meh ódio por Lina não é normal, está certo que eu não tenho o mesmo sangue que ela, mas fui criada junto a ela.
Sem direito a visitas, eu fico aqui na solidão, não sei o que se passa do outro lado do muro, eu só queria uma visita dele, era o que me bastava, mas não consigo falar com ele, aqui dentro todos os domingos temos direito a um telefonema é para ele que ligo todos os meus telefonemas são ignorados.
Hoje é mais um dia de visita, eu estou no pátio, tem várias mulheres com seus familiares e outras com seus cônjuges, eu, eu estou aqui sentada num banco olhando a felicidades de todos e mais uma vez a vida está sendo dura comigo.
Eu me virei de costas para o portão que dava acesso para o pessoal entrar, quando alguém colocou a mão em meu ombro, era ela mesmo com seus problemas veio me ver, eu sempre fui rude com ela, sempre aprontei e mesmo assim ela veio me ver, ela não é nada do que eu pensei que fosse.
— Lina, o que você está fazendo aqui?
— Eu vim olhar em seus olhos e ouvir de sua boca o que se passou na sua cabeça para cometer esse crime de sequestro de um bebê... Eu abaixei a minha cabeça e na mesma passava um milhão de coisas, mas nada que podesse lhe dar a devida resposta.
— Adriana, eu nunca lhe fiz nenhuma maldade, eu sempre relevei a todas as suas maldades, sempre achei que fosse por você ter sido trocado por sua irmã, eu sempre tive caridade com você, sempre te tratei como se fosse a irmã que eu não tive, mas você nunca viu isso, você sempre fez o contrário, de tanto relevar as suas maldades que coloquei a minha filha em risco, pois você pensou em sequestrar ela e sumir no mundo com aquele doente do seu macho escroto, que aliás já deve está tendo uma conversa com o satanás uma hora dessa! Eu não consegui prestar atenção em nada que ela falou, só ouvi quando ela falou que Andrew deve estar conversando com o satanás uma hora dessa, poxa não pode ser.
— Então é por isso que ele não recebe as minhas ligações? Minha voz saiu baixa e barganhada com o choro preso já garganta.
— Sim, ele morreu e já foi tarde, pois só veio no mundo para fazer merdas.
— Como ele morreu?
— A dona Brenda matou ele com um tiro, ele sequestrou a Sofia sobrinha dele e nessa ele queria trocar a menina por mim.
— O que os homens vêem em você? Todos preferem você.
— A questão é que você é fácil e eu me valorizo, isso atrai os homens, infelizmente, mas não é a minha vontade, por mim ele ficaria bem longe de mim! Eu não sei mais o que falar, ela veio me trazer a pior notícia, como ele morreu e me deixou aqui, nesse inferno, como vou seguir diante nosso plano, ela veio para estragar a minha visita de domingo.
Eu não tinha mais o que falar a Lina, mas do nada uma dor me dominou, não sei de onde vem, talvez seja a dor da partida, ou da solidão, não sei, eu caí no chão e comecei a me rolar, feito um burritos.
— Lina, me ajuda, eu estou passando m*l, uma dor que não sei de onde vem.
— Adriana, onde você está sentindo essa dor, fale para mim...
— Uma dor no estômago, indo para meu ventre, seguindo para minha coluna.
Ela saiu correndo para chamar o pessoal da clínica, minas vista foi ficando turvas, meu ar foi acabando, Lina falava e eu ouvi bem longe, meus olhos se fecharam eu não vi mais nada.
Em uma nuvem n***a, Drica se encontra com Andrew....
— Oi meu amor, você voltou para me buscar?
— Eu vim para te pedir um favor.
— Andrew, porque você se foi e não me esperou?
— Eu tinha que encontrar com a minha mãe, ela precisava de mim, mas vou ficar aqui te esperando, não demore, mas antes queria te pegar algo.
— Sim, meu amor, pode me pedir o que você quiser.
— Eu quero que você se vingue de todos que me colocaram nesse lugar.
— Todos quem ?
— Todos aqueles que foram contra nós, inclusive da sua prima.
— Ela será a primeira que vou me vingar pela sua morte, a culpa foi dela, pode deixar, isso não vai ficar impune.
Ele foi sumindo, dando espaço a uma fumaça n***a sem fim, eu acordei com falta de ar, Lina na minha frente segurando a minha mão e em chamando, eu peguei a sua mão e mordi, ela gritava e eu apertava ainda mais os dentes, até que ela me deu um soco e eu apaguei.
— Larga a minha mão sua louca.
Dessa vez não sonhei com meu amor, mas a dor continuava ali, era uma dor de perder os sentidos, eu me encontrava apagada, mas ia voltando aos poucos, lá estava o meu pesadelo, ela a toda certinha.
Quando eu acordei já estava no hospital, minha mãe já estava lá e segurando a minha mão, só assim para ela me dar atenção, só na beira da morte para ela vim ao meu encontro, espero que eu morra e encontre o meu amor.
O médico me colocou no soro, as dores foram aumentando, mas que inferno de dor é essa, não vou resistir, espero que eu morra logo, não quero mas viver e pagar a minha conta sentindo dor, por mim eu quero morrer de uma vez.
— Vamos levar ela para o centro cirúrgico, ela não tem passagem, o bebê está sofrendo sem o líquido.
Mas que porraaaa é essa, que bebê é esse que precisa de cirurgia, eu vim aqui para poder passar essa dor e não sair com um bebê nos braços.
Eu fui para o centro cirúrgico, me colocaram de lado e me deram uma injeção, a dor foi passando aos poucos, meus olhos ficaram pesados, a vontade que eu tenho é de dormir, pois a dias eu não durmo naquele lugar.
Eu fiquei grogue, mas ouvindo tudo que os médicos falavam, em um certo momento eu ouvi um choro fino e fraco vindo da minha frente, a enfermeira colocou um bebê branquinho com olhos bem vivos a minha frente, era o filho dele, do homem que me fez chegar no paraíso, porém eu não amo ele, esse bebê nascer a cara do delegado, ele não tinha nenhum traços meus, era como se eu tivesse dando continuidade a família dos MacCartney, agora o que será de mim e desse bebê, o que iremos fazer, eu quero me vingar e não ser mãe, nunca pensei em dar a luz, minha sina é ser r**m.
— Tire esse bastardo de perto de mim, eu não quero ver a cara dele, leve e jogue numa lata de lixo.
A enfermeira levou e mostrou pelo vidro para a minha mãe, ela deu um sorriso largo, mas logo ficou triste com o que a enfermeira lhe comunicou, a minha vontade vai prevalecer, eu não irei ficar com ele, por mim podem sumiu com ele para bem longe.
Eu vim para fazer história, não para ser a bela mamãe do ano.