Abandono.

1672 Words
_ Ana avalia os quadros, distante de René, ela não percebe que foi seguida pelo vampiro que as abordou no primeiro andar do museu, quando chega em um canto que parece um corredor amplo, ela vira e não se dá conta de onde está, ouve uma voz grave, máscula, porém assustadora. - Enfim sós, Ana, humana de Josephine! _ Ana dá um salto para trás, encostando em um grande quadro de Picasso, o vampiro sai de trás de uma coluna grande, tão grande que caberia dois dele e ela não veria. - René! _ Ela chama, mas, olha para os lados e não sabe para onde correr, o vampiro a prende contra a parede e ela diz que gritará se ele não se afastar, mas, o vampiro não tem medo dos seus gritos, ele ri ironicamente e finge gritar. - René! René! Olha só, Ana, ela se foi, largou você aqui e, agora, eu posso brincar com você! _ Ana tenta correr, mas, o vampiro a segura com força pelo braço, ela sente uma dor desconfortável, impaciente ela se debate, mas, ele a segura pelos cabelos, desmanchando o penteado dela e jogando a tiara de brilhantes ao solo. Ana está apavorada, se vê sozinha e com a dor ela grita mais, porém, o som lá embaixo está alto e abafado, ninguém a ouve! René termina de falar com o namorado e olha para trás, ela procura Ana e não encontra, então pensa que Ana desceu procurando-a e volta para as escadas, desce chamando por Ana, mas, o som não permite que sua voz ecoe, Ana está do outro lado do museu e ela sente que há algo errado, mas, não sabe por onde procurar, ela avista Josephine chegar e pensa que Ana deve estar por ali, esperando por ela, mas, não está, sua mãe a vê descendo as escadas e vai em sua direção, pergunta por Ana e ela diz que a está procurando também, Josephine muda o seu olhar para desespero, ela olha ao redor e uma convidada a cumprimenta, ela pergunta o que Josephine procura, a vampira responde que procura uma humana que a espera no evento. - Ah, sim, a moça Ana, que veio com a René, ela subiu com sua filha! _ Josephine não entende, porque então René a procurava em baixo. - Você não a viu descer Marji? René a está buscando aqui, assim como eu. _ Marji diz que não, que Ana subiu e não desceu, mas, que ela vá atrás de sua humana, pois Vladis a estava buscando, pois se encantou com a garota e se for o lanche dela, a perderá! Josephine pergunta se ela viu para onde o vampiro foi, ela diz que ele subiu as escadas e não voltou de lá ainda. - Obrigada, Marji, deveria ter me dito antes! _ Josephine corre e sobe as escadas, ela sente o cheiro de Ana e do vampiro, ela também sente cheiro de sangue, é o sangue de Ana. A vampira se desespera e corre para onde o cheiro vem, ela vê uma poça de sangue, vê o vestido longo ensanguentado e o vampiro bebendo-a como se fosse vinho, Ana ainda se mexe, mas, fraca e ela não pensa, voa para cima do vampiro e o joga na parede, ela pega Ana no colo e sente o pulso, mas, Ana alcança apenas dizer o seu nome, Josephine a solta devagar e olha para Vladis que se levanta todo sujo com o sangue de Ana que ainda escorre em seus lábios, ele sorri, diz que foi o lanche mais gostoso que já provou e agradece a ela pelo obséquio. A vampira voa em cima dele e crava sua mão em seu peito, rápida e precisa, ele sente a dor aguda e segura o braço dela preso em seu tórax, Josephine lhe fala suas últimas palavras. - Gostou muito? Será o último que provará em sua medíocre vida! _ Dito isso, ela puxa o coração dele e esmaga em sua frente, ele tenta pegar, mas, a vampira não deixa nem a sombra do coração para ele ver bater, neste momento chega René e Marji com ela, olhos arregalados pela cena, René vê Ana ao solo, sangrando e corre para ajudar, ela estanca o ferimento e Josephine pede para ela levar Ana para o hospital. - Mãe, a senhora não vai? _ Josephine olha para sua filha e diz que irá, assim que levar o criminoso para o conselho, René pega Ana e segue para o hospital, sem carro, apenas correndo com ela no colo, ela consegue chegar rápido, Ana é internada gravemente ferida e vai para a sala de cirurgia, René está nervosa, ela sabe como é a sua mãe e ela perdeu Ana no evento, se ela chegar a morrer, capaz de sua mãe enlouquecer junto. Josephine pega o corpo do vampiro que feriu Ana e o arrasta museu abaixo, ela o leva para o restante dos outros no evento e joga o seu corpo para dar um alerta. - Eu não sei que espécies de vampiro aqui ainda tem o costume de atacar humanos, mas, uma convidada minha foi atacada por este ser desprezível e quero deixar bem claro, que, enquanto não houver uma investigação sobre estes tipos de vampiros e retaliação, não participarei mais destes eventos. _ Todos olham para ela segurando o corpo do vampiro e perguntam se ela tem provas de que ele o fez, Marji se prontifica e diz que sim, que desde que a humana chegou com René, ele as perseguia a espreita por todas as partes, até pegar Ana sozinha e que não respeitou que ela fosse de Josephine, pois haviam muito humanos ali e ele não foi atrás, apenas de Ana. Os mais velhos ali entre Josephine, questionam a ação do vampiro, claro que eles foram de comum acordo da politicagem, vieram após Josephine e respeitam o seu reinado anterior, ela poderia ser a Presidente da nação se quisesse, mas, prefere ficar a margem, ela apenas quer viver, pois já governou demais. - Não quero mais ver este tipo de coisas acontecer, sou a senhora de todos, vivem por minha causa e hoje, passaram à minha frente, saibam que se Ana não sobreviver, voltarei a ser a senhora que fui antes! _ Ela sai de lá após dizer o que pensa e diz que não doará para a campanha de clonagem sanguínea, já que muitos ali se alimentam de humanos ainda, matando sem precedentes. Ela segue para o hospital para ver Ana e ao chegar, vê René ali, sentada esperando notícias, com a face preocupada, ela avista sua mãe entrar e corre até ela e como previsto, René leva uma bronca. - Por que a deixou só René? Te pedi para não fazer isso! _ A vampira olha para sua mãe com cara de culpa, ela sabe que se distraiu, mas, não imaginava que o vampiro iria atrás de Ana, ela havia falado com ele e nunca mexeram como humanos ali, ela diz que não imaginava que ele iria perseguir Ana e pede perdão a mãe por ir falar com o namorado e não observar ela. - Perdão, mãe, eu só me virei por uns instantes, não vi que ela se afastou. _ Josephine fica atenta ao médico dar notícias e não olha para René, ela não responde, uma enfermeira pede os dados de Ana e Josephine preenche os papéis, ela sabe muito sobre ela e o seu pensamento em todo o momento é saber que ela viverá, a enfermeira sai e ela senta para esperar e liga para Suzi, pedindo que ela venha para ficar com Ana no hospital, ela diz que não poderá ficar muito tempo, Suzi vem correndo preocupada com Ana, chegando momentos depois, ela segue direto para a vampira e vem acompanhada com um rapaz que Josephine não conhece. - Onde Ana está? O que aconteceu? _ A vampira diz que houve um acidente e ela está em cirurgia, que esperam notícias, um tempo depois o médico chega e lhes passa as informações. - Quem acompanha a senhorita Ana? _ Josephine se prontifica e diz que é sua chefe, o médico fala que a cirurgia foi bem e que Ana se recupera, mas, deve ficar internada, pois o corte em sua artéria foi profundo e ela precisa ficar em observação para não abrir a incisão, então pede que alguém fique com ela, Suzi diz que pode ficar, mas, tem trabalho e precisa de substituto, René quer ficar também e se entende com Suzi, Josephine pede para vê-la e o médico permite, ela entra na sala, Ana está adormecida e com faixas grossas no pescoço, a vampira se aproxima dela e segura sua mão, sentando ao seu lado, ela fala com Ana. - Meu amor, me perdoe por não estar lá para te defender, eu não sei o que pensar e tenho medo que me odeie, eu tenho medo que você não saia daqui e quero que me perdoe por todo o m*l que te fiz. _ Ana abre os olhos e sorri para ela, Josephine pede para ela não falar e apenas mexer os dedos, pois está muito fraca e pode abrir os pontos. Ana olha para ela com os olhos marejados e firmes, ela continua sorrindo e vê lágrimas caírem pelos olhos da vampira, ela chora pela dor da quase perda e da culpa por pedir para ela ir ao evento, ela sentia que algo passaria, mas, não fez nada e sente o queimor invadir o seu peito! Ela se abaixa de beija Ana na testa, olha para ela e simplesmente sai do quarto, Ana percebe que algo está errado e não pode falar nem fazer esforço, apenas a vê sair. Josephine passa pela sala de visitas e chama por René, ela avisa que sua filha deve ficar de olho e informá-la de tudo, a menina pergunta se ela irá voltar, ela não responde e sai. René sabe o que significa tudo isso, ela está deixando Ana, deixando o amor de lado.
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