Machucada!

1516 Words
_ Josephine solta o braço de Ana para que ela vá embora, ela não a impede e por mais que seja vampira tem sentimentos, ela desiste desses encontros e decide cancelar o contrato com a empresa, afinal, trato é trato e Ana não cumpriu a sua parte! Ela vê Ana ir embora, acompanha os seus passos e vai caminhando para a sua casa, ela manda seu motorista levar Ana, afinal, não precisa de proteção, ela é a caçadora! _ Ana segue andando e pensando no que acabara de fazer, ela destratou Josephine sem motivos aparentes, a deixou no chão, tanto que a vampira não mais quer os seus serviços. - O que há de errado com ela? Não vê que está errado? Falei para ela que não posso sair com clientes, que é política da empresa e não gosto de mulher, não gosto! _ Ela lembra da mansão, de como foi na entrevista quando a viu, o que sentiu e quando suas mãos se tocaram, de quando Josephine se empenhou em querer que ela a acompanhasse nos encontros e se pergunta se ela topou participar do aplicativo apenas para estar ao lado dela, ela sente que foi injusta, mas, Josephine também a destratou propondo encontro em segredo! - Ela foi grosseira e impertinente e eu não gosto dela como ela pensa! _ Logo para a limusine de Josephine ao seu lado, o brilho em seus olhos, da surpresa de que mesmo com o que ela falou, a vampira ainda veio atrás dela, mas, o seu brilho some quando ela vê apenas Marlos ali, mandando ela entrar que ele a levará em casa. Ela entra, mas, não pergunta pela vampira, mesmo assim Marlos fala com ela. - Senhorita Ana, a minha senhora pediu que a trouxesse em casa, estava preocupada de que lhe passara algo. _ Ana ouve e seu brilho volta, mas, não da mesma maneira, pois o fato dela se importar, mesmo não tendo ido junto a pegou de jeito, ela pensava que tinha sido iniciativa dele, mas, era Josephine, sempre ela, mas, por quê, para quê? Ele para o carro em frente ao seu prédio, ela abre a porta e quando vai descer, Marlos fala para ela algo que jamais esperou ouvir de alguém. - Senhorita, não faça a minha senhora sofrer, se não a quer, não lhe faça promessas, ela já viveu muito e teve seu coração quebrado várias vezes, por homens e mulheres que fingiram gostar dela, vampiros também, mas, ela tem apreço pela vida humana e a senhora a trouxe de volta a vida! _ Ana ouve e lhe diz que sua intenção nunca foi machucar Josephine, mas, que Josephine foi altaneira com ela a todo o momento, e o que ela quer, não pode lhe dar! Ana se despede dele e entra em seu apartamento, ela sobe sem olhar para trás, pensando nas palavras de Marlos, ela abre a porta e dá de cara com Suzi, que vem gritando ansiosa para saber como foi lá e porque ela voltou tão cedo. - Não houve encontro, ela cancelou com o pretendente e... não sei se posso te contar! _ Suzi reclama, diz que é sua melhor amiga há anos e nunca contou nada para ninguém, não entende o que pode ser que ela não possa saber. - Ok, Suzi, te contarei, mas, se alguém souber, te entrego para os lobos do norte! _ Suzi confirma que não contará, ela jura por sua mãe que não contará para ninguém! Então Ana começa a contar o que aconteceu antes de chegar ao restaurante, fala do presente e tudo mais, Suzi fica de queixo caído com tamanha côrte. - É Suzi, isso mesmo que você pensa, ela quer a mim, e ninguém mais! _ Josephine chega em casa, tarde, solitária, e vai para uma lagoa que tem atrás da mansão, ela senta e fica ali, olhando os patos que cria, pensa o que foi de tão errado que fez para Ana tratá-la daquela maneira, mas, chega a uma conclusão, ela não fez nada e Ana foi maldosa como as outras pessoas que ela amou um dia e partiram o seu coração. Uma voz lhe fala, bem, atrás dela. - O que passa Josephine? Mais uma conquista falha? Te falei que não iria dar certo! Humanos não ficam com vampiros! Ou nos manipulam, ou querem nos matar! _ Ela olha para trás e sua filha René ali parada, falando o que ela já sabe também. - Sei que fui uma tola, mas, senti nela o que não senti em mais ninguém em todos esses séculos, me iludi mais uma vez e saí perdendo. O que importa não é? Sou muito tola! _ René olha para ela e diz que não, que ela é o ser mais humano que existe, apesar de não ter mais vida em seu corpo e diz que ela deve ir embora, passar um tempo longe para esquecer. - Eu sei, filha, mas, não consigo, ela me lembra muito a sua mãe! _ Josephine está triste e desiludida, após Ana a deixar no restaurante, também pela maneira como a tratou, não precisava ser daquele jeito. Sua filha René se aproxima quando a vê ali sentada observando os patos e sabe que ela está triste, pergunta o que houve, sua mãe lhe conta e ela responde que avisou que aconteceria, está preocupada com a mãe. - Vamos para dentro, não quero mais te ver assim mãe. Eu acho que a senhora deveria sair com outras pessoas, desse aplicativo mesmo, pode ser bom, dê uma chance, já que é sócia e imagem da empresa! Olha, até eu já arrumei um encontro! _ René mostra a tela do celular para a mãe, ela o vê e o rapaz é até bonito, ela o elogia e diz que espera que sua filha tenha mais sorte que ela, e deixa René ali, mas, a menina corre atrás dela. - Mãe, espera, o que a senhora fará? Gostei desse negócio, quero participar ativamente também, se a senhora continuar como sócia claro! _ Ela continua andando e a garota continua falando que será uma boa para ela, que é jovem, que pode colocar as amigas monstras dela para participar, que trabalhará duro para ajudar sua mãe e quem sabe ela mesma pode lhe arrumar um vampiro ou vampira que ela queira, ou até mesmo outro monstro que seja melhor que vampiros! De tanto tagarelar, Josephine se vira para ela e diz que apenas continuará de sócia, mas que não pisará lá, então a garota diz que ficará em seu lugar, ela aceita e diz que proporá amanhã, quando for cancelar o contrato! - Então eu serei a imagem da Play With Me? _ A garota pergunta para ela que confirma. - Sim, pode ser você, eu não quero passar por isso novamente! _ E sai dali, indo para a mansão e lá ela entra em seu quarto e não sai mais. René se preocupa, já viu a mãe fazer isso antes e não foi bom na última vez e para tirá-la desse buraco sentimental foi um custo, nem ao trabalho ela ia, apenas falava por telefone. _ Amanhece com um belo sol na janela do quarto de Ana, ela corda lembrando da noite passada, aquela investida que não esperava de Josephine a deixou desconcertada, ela não queria ser grossa, mas, Josephine insistiu e ela havia lhe dito que sair com clientes é proibido, que ela poderia perder o seu emprego, Ana se cansa, ela senta na cama e não quer mais pensar no assunto, ela levanta e tenta esquecer o que aconteceu, vai ao banheiro e toma um longo banho e se arruma para trabalhar. Ela coloca uma calça preta social justa, uma camiseta branca em gola "U", sapatos escarpam redondos, salto doze e terninho preto combinando com a calça, solta os cabelos negros e longos, se maquia levemente e pega a sua bolsa preta, os presentes que Josephine lhe deu, ela coloca no guarda-roupa, não os quer ver! Ela segue para a cozinha e encontra com Suzi que a espera para saírem juntas. - Ana, como você dormiu? Pelo visto, nada bem, você se maquiou! _ Suzi a conhece deveras bem, sabe que a sua amiga apenas usa maquiagem em ocasiões que a exigem, ou se estiver com olheiras de uma noite m*l dormida. Ana olha para ela e pega sua caneca gigante de café, não responde e come pão e queijo, Suzi não comenta mais, ela sabe, sente e percebe que a sua amiga não quer falar no assunto! Ambas são surpreendidas pelo celular de Suzi tocando, é o seu chefe Jake, Suzi atende prontamente! - Alô, Jake como está? Sim, ela está, não sei, o telefone dela não tocou, eu não ouvi! _ Ana olha para ela e franze a testa, não entende por que ele liga e pergunta por ela, então, Suzi lhe passa o telefone. - Toma, o chefe está bravo com você! Quer lhe falar. _ Ana pega o telefone e Jake lhe fala aos berros! - Ana, qual é o seu problema?
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