Um presente inesperado!

1960 Words
_ Ana olha para ele e sorri. - Bom, o portão estava aberto, como sei que não tem cachorros assassinos, entrei, me perdoa, mas, preciso ver a Josephine, sei que ela está em casa! _ O mordomo tenta negar, mas, Ana diz que ligou para o escritório dela e nenhuma das secretarias confirmou viagem para ela por estes dias. Ele balança a cabeça dizendo que ela não pode passar e sua expressão é de culpa, ele sabe que se a deixar entrar sem permissão sua patroa ficará muito brava, então ele pede para ela esperar do lado de fora que ele verá se ela pode atender. Ana concorda e promete esperar. Quando Marlos sai da porta, ele a deixa meio aberta, Ana vê o senhor subindo as escadas, ela o segue de mansinho, e tira os sapatos para não fazer barulho, alcançando vê-lo passar por uma porta gigantesca, ela para do lado de fora e o ouve falar com Josephine. - Senhora, a moça está lá embaixo, ela disse que confirmou que a senhora não viajou, por que não a atende? _ Josephine olha para ele, seu olhar triste e melancólico, ela diz que Ana a magoou, que não tem nada a falar com ela e não a quer ouvir, que ela poderia ter cumprido sua parte no acordo e que se ilusionou, achando que Ana gostasse dela, mas, que foi apenas ilusão, Ana do lado de fora escuta tudo e sente as lágrimas rolarem por seu rosto, não imaginava que ela fora tão sensível e doce, ela resolve entrar. Josephine está de costas sentada na cadeira, Marlos parado ao seu lado, Josephine não a vê entrar, mas, se surpreende com a sua voz atrás de si. - Josephine, eu vim para pedir que por favor, volte para a nossa empresa! Precisamos de você! _ A vampira olha para ela, incrédula de vê-la ali, enxuga as lágrimas rápido para que Ana não perceba, mas, Ana percebeu e ela disfarça com rispidez. - Acha mesmo que vindo aqui e falando de sua empresa, que pedindo assim cederei? Já te disse antes, se quebrasse o nosso trato me retiraria! Isso faço agora, amanhã meus advogados irão à sua empresa e cancelarão nosso acordo, como você fez! _ Ana não entende porque tudo isso, mas, sente que não deve deixar as coisas ficarem assim, ela tem que fazer algo ou estará tudo perdido! - Marlos, posso falar com ela a sós? Por favor. _ Ele olha para sua patroa e ela diz que ele pode ir, que não precisa se preocupar, ele se retira e as deixa sozinhas, trancando a porta atrás dele. Josephine pergunta o que mais ela ainda espera ouvir, já que ela causou tudo isso. - O que mais quer? Dinheiro? Eu posso te dar e você vai embora e salva a sua empresa, não se preocupe, diga que foi um presente, mas, não quero ter mais nada a ver com isso! _ Ela fala retirando um talão de cheques da gaveta, Ana quer falar, mas, não sai voz de sua boca e ela está ficando desesperada com isso. Ela finalmente consegue! - Josephine, não quero o seu dinheiro, eu... olha, me desculpa se te ofendi, me desculpa pela forma que falei com você, mas, é que fiquei nervosa naquela noite. Eu não queria te ofender, mas, você fez as coisas sem me falar claramente o que queria, eu nunca saí com vampiros e também nunca saí com mulheres! Entende? _ Josephine olha para ela, vê que realmente poderia ter sido mais clara, mas, já aconteceu e não ganhou nada com isso. - Se eu tivesse sido franca, iria ao encontro comigo? _ Ana olha para ela e não sabe o que responder, nunca se imaginou com uma mulher, não saberia o que fazer, ainda mais se esta pode ser mais perigosa que as outras. Ela responde profissionalmente. - Eu lhe disse, não podemos ter nenhum tipo de ralação com clientes, não entende? Se meu patrão souber, me demite! Mesmo assim, não seria uma boa companhia para você! _ Josephine lhe diz que ela está enganando a si mesma, pois não seria uma má companhia e também sente que Ana gosta dela, quer provar para ela essa teoria! Mas, Ana diz que ela está sendo egoísta novamente e que isso jamais aconteceria. - Então deixa que eu prove a minha teoria e renovemos nosso trato, saímos e vemos no que dá, se eu te conquistar, será minha, e se não, continuo sócia e saio com alguém do aplicativo, pode ser? _ Ana pensa, ela não sabe o que dizer, mas, sabe que nada acontecerá a mais, ela sabe o que quer e o que gosta, mas, decide confrontar Josephine. - Então era esse o seu propósito desde o começo? Me conquistar? Bom, eu aceito, mas, te aviso que não acontecerá nada, e como o nosso encontro anterior foi um fiasco, como deseja prosseguir? _ Josephine agora melhora o seu humor, já que Ana falou exatamente como ela queria ouvir e ainda mais, a desafiou! Ela pensa e quer repor a noite perdida, mas, deseja muito mais, então, pede para Ana ficar para jantar. Ana diz que já está tarde e que não pode ficar, mas, ela insiste, diz que manda um carro levá-la para casa, então Ana cede. - Está certo Josephine, eu fico para jantar! _ A vampira abre enfim um sorriso e chama Marlos para servir o jantar, e champanhe. Ana olha para ela e vê que tomou uma boa decisão, a vê tranquila, mas, não tem certeza do que ela acha que irá acontecer! - Josephine, precisamos conversar em como serão estes encontros, pois, sabe que não podemos ser vistas, não podemos dar a entender que estamos saindo, pode prestar para especulações errôneas. _ Josephine pede para ela a acompanhar a sala de jantar e diz que lá elas conversarão, Ana a segue ainda com vergonha, ela calça os sapatos e segue a vampira até a sala de jantar. Ela vê uma mesa longa e bem posta, lugares para três pessoas estão ali, tudo muito bem-arrumado e a comida com um aroma delicioso! Ana senta e a copeira a serve de champanhe, Josephine toma o seu alimento em um copo especial, ela diz que é o seu "vinho", e tudo o que precisa! Ana fica desconfiada, porém, não comenta, apenas olha para Josephine que a devora com os olhos. - O que passa? Não me vejo bem, faço algo errado? _ A vampira sorri, sedutora, ela diz que Ana está perfeita, que nada que ela faz está errado, e consegue arrancar um sorriso sincero de Ana. As horas passam e Ana termina de jantar, as duas continuam conversando sobre trabalho, mas, Josephine quer saber dela e pede que lhe conte mais sobre si, Ana cede. - Eu gosto de vermelho, vinhos, cachorrinhos filhotes, são encantadores. Gosto de ficar em casa e sair apenas para um bom jantar e lugares sociais, gosto de ler. _ A vampira lembra que a pegou com o livro de Drácula em suas mãos e libera o seu saber sobre o que ela gosta. - Vampiros, estou certa? _ Ana diz que sim, ama histórias de vampiros e sobrenaturais, Josephine se levanta e vai a biblioteca da sala, ela volta e entrega a Ana o seu manuscrito! - Pegue, é meu presente para você! _ Ana fica envergonhada e sem reação, ela quer pegar o livro, mas, o sentimento de culpa pelo que passou anteriormente a detém, mas, Josephine percebe e senta ao seu lado na mesa, ela segura a mão de Ana e coloca o livro sobre ela, Ana pergunta porque ela faz isso, a resposta é direta e clara, mas, cuidadosa e sedosa. - Porque eu quero te dar tudo o que você quiser, porque eu não quero mais que pense no que passou, quero saber de agora e conquistá-la! _ Ana se perde no toque dela, sua mão ainda tocando a dela, paralisada ela não responde nada, não sai, seu coração está acelerado e não a deixa respirar! Josephine então aproxima o rosto de Ana, sentindo a respiração ofegante dela, Ana pisca lentamente, como se não quisesse perder o momento, então Josephine passa o dedo levemente em seu rosto, passando o polegar em seu lábio inferior e então, ela quebra o clima, passa o dedo no canto da boca de Ana e diz. - Desculpa, é que estava sujo, eu quis limpar para você! _ Ana arregala os olhos e se afasta bruscamente, ela pensa no que aconteceu ali. "- Oh céus, o que foi isso? O que eu sinto aqui no peito? Ela quase me beijou e eu pude sentir sua respiração, ela parou, por quê?" _ Josephine ouve a porta da sala bater e levanta, ela volta para sua cadeira quando René entra na sala. - Mãe? Boa noite, ah, está com visitas, só assim para usar a sala de jantar! _ A vampira se volta para a sua filha e lhe apresenta Ana, ela diz que a conheceu na empresa e Ana se levanta para cumprimentá-la. - Boa noite, como está? _ René não liga para ela e se volta para a mãe. - Mãe, assim que terminar aqui, sobe ao meu quarto, preciso lhe falar! _ Josephine concorda e sua filha sai da sala sem ao menos se despedir. A vampira pede desculpas a Ana e ela diz que entende, pois elas já a se viram mais cedo e sabe que a garota foi resolver a situação e que tem razão em estar chatada com ela. - Ana, não se preocupe, logo ela se acostumará com você! _ Ana olha para o relógio e vê que já está tarde, ela levanta e vai até Josephine, se despede e a vampira chama Marlos para levá-la embora, mas, antes de sair, ela lembra Ana do acordo. - Ana, não aceitarei mais recusas, então em dois dias teremos nosso encontro, será o primeiro por suposto, já que, começamos de novo! Espere pelo meu contato! _ Ana confirma que desta vez cumprirá, se despede e vai embora. _ No dia seguinte a reconciliação de Ana e Josephine, ela acorda cedo e vai tomar café com a sua amiga, Suzi fez um café para as duas bem forte e carregado, ela quer conversar com a amiga sobre o que aconteceu na noite anterior, claro que Suzi a quer ouvir. Ana entra na cozinha e senta na cadeira, ela pega uma caneca e enche de café, Suzi apenas olha para ela e não fala nada, mas, Ana acha estranho e pergunta o que ela tem. - Suzi, bom dia, o que você tem, não quer saber o que passou ontem com a vampira? _ Suzi olha para ela debaixo, bebendo o seu café, ela não sabe se Ana brinca ou não, e apenas balança a cabeça que sim. - Senta Suzi, vamos, vou te contar. _ Suzi pergunta se ela tem certeza de querer contar, porque ontem ela foi muito ignorante e não quer ficar sem graça novamente, Ana lhe pede desculpas. - Amiga, desculpa. Ontem eu não estava bem e o que aconteceu com Josephine, eu não estava legal! _ Suzi diz que a entende, que isso lhe passa às vezes com um cara que ela gosta também. - Como assim? De quem você gosta, me fala! _ Ana vibra eufórica, ela quer saber se a amiga está com alguém, pois não contou nada e ela está curiosa. - Não tenho alguém, mas, te conto o que me acontece, se falar o que te acontece amiga, vai quero saber tudo. _ Ana então começa a falar. - Olha, não quero que ria de mim, quero que tenha a mente aberta, ok?
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