4

1070 Words
O herdeiro do morro da Rocinha, [12/06/2023 01:20] Capítulo 6 Silvia narrando Eu entro dentro do baile e ele estava fervendo, procuro com os meus olhos quem seria a vitima dessa noite, quem me bancaria. O bom seria chegar no camarote, lá em cima tem os grandões e todo o resto que envolve eles, dinheiro fácil na hora e talvez consiga uma parte para pagar a minha dívida na segunda feira. — Ei – eu falo vendo Flavia a irmã de MT — Silvia? – ela pergunta me encarando – o que você faz aqui? — Quem é essa? – Uma mulher ao lado de Flavia fala e vejo na hora que ela era a mulher do sub do morro. Eu conhecia algumas pessoas aqui dentro de longe, porque vivia aqui pegando d***a e porque MT e até mesmo Flavia me ajudaram, mas acredito que ninguém nem imagina quem eu era. Eu nunca tinha visto o dono do morro e o seu filho. — Silvia – eu falo sorrindo para ela — Seu nome é Silvia? – ela pergunta me encarando de cima a baixo — Pelo menos foi assim que fui registrada – eu falo sorrindo – e o seu é como? — Samanta – ela fala — Prazer Samanta. Vocês vão para o camarote? — Vamos – Flavia fala — Posso subir com vocês? – As duas se encaram – lá em cima a bebida é melhor e prometo que fico longe e sem dar trabalho. — Melhor não, fica aqui embaixo – Flavia fala — Pode subir – Samanta fala me encarando – vai, deixa ela subir Flavia. — Se a sub dama está deixando quem sou eu para discordar – Flavia fala e sai andando me deixando com Samanta. — Obrigada – eu falo sorrindo para ela e ela me encara com um semblante meio estranho que até começa a me assustar – está tudo bem? — Seu nome é lindo – ela fala sorrindo – você é carioca? — Não – eu respondo mentindo para ela – sou mineira , moro a pouco por aqui. — Entendi – ela fala – vamos subir? — Claro – eu respondo — Você é aqui do morro? Nunca te vi – ela fala quando chegamos no camarote. — As vezes estou por aqui – ela fala assentindo. — Fica a vontade , se quiser estou ali – ela fala — Eu vou até o bar – eu falo sorrindo. Era de desconfiar toda simpatia de uma fiel do sub do morro, ainda mais querendo saber quem eu era , de onde eu vim, se morava no morro ou não, ainda mais devendo. Eu me aproximo do bar e olho para onde eles estão, dava para ver todos os chefões por ali , não só do morro da Rocinha como de todos os outros morros. Eu me viro para ir ao bar e acabo batendo em um homem alto todo tatuado, ele me encara de cima a baixo e o seu olhar totalmente penetrante. — Desculpa aí – eu falo encarando ele — O que é para você chef? – o garoto do bar fala para ele — Dois balde – ele fala e eu encaro o garoto e depois encaro ele. Então ele era ‘’chef de algo’’. — Eu vou querer uma vodka com enegertico, seu chef vai pagar – eu falo para o cara do bar e o cara na minha frente dar um sorriso de lado. — Chef? – o garoto do bar pergunta e ele apenas assente a cabeça para o garoto. — Você não é do morro, como veio parar no camarote? — Fui convidada – eu falo — Por quem? – ele me olha — Samara? Sacha? Sa alguma coisa , encontrei ela lá embaixo, Loira cabelos cacheados, usando um vestido preto. — Samanta – ele fala – nem sabe o nome dela, você não é do morro, porque subiu aqui? – ele se aproxima perto de mim e pega em meu braço, eu olho para ele e depois olho para sua mão segurando meu braço. – Abre a boca garota, porque se não, eu te jogo lá embaixo – ele faz menção para baixo e eu olho para baixo. — Tem pouco mais de dois metros de altura, provavelmente não morreria – eu respondo olhando em seus olhos. — E quem disse que eu vou jogar para m***r? – ele pergunta – é só o começo da tortura. — Você quer me torturar? – eu pergunto — Abre a p***a da tua boca, quem é você e o que faz aqui – ele me olha – eu não estou com paciência, aqui o camarote, não é para qualquer pessoa. — Não se preocupa, não sou perigosa, conheço Flavia ela estava com Samanta e eu pedi para subir porque aqui em cima ganho mais, só por isso – ele me encara de cima a baixo. — A bebida de vocês – o garoto do bar fala e o cara solta o meu braço. — Obrigada – eu falo sorrindo pegando o copo de bebida e levando até a boca. O herdeiro do morro da Rocinha, [12/06/2023 01:20] — Então você é uma g****************a? p********a? Quis subir no camarote para ver se acha um o****o que pague para t*****r com você enquanto tem diversas mulheres querendo dar de graça. — Não sou g****************a ou p********a como você quiser chamar, eu sou uma experiente em dar prazer aos homens – ele começa a rir – e esse o****o pode ser você, então – ele desmancha o sorriso. — Quanto você cobra? – ele pergunta — 700 – ele gargalha e eu o encaro — 200 – ele fala — 200 eu não fico nem de quatro para você – eu olho para ele – se você mesmo disse que tem várias querendo te dar de graça, porque quer me pagar? – eu o encaro. — 500 – ele fala – e vai ter que provar se é boa dessa forma mesmo que está dizendo. Eu levo o resto do copo de bebida na boca. — Ei – um homem chama – teu pai quer você lá. — Fica por aí – ele fala – a gente se fala depois. — Relaxa, vou ficar bebendo as cortesias que você está me dando essa noite – ele me encara e sai andando.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD