Vincenzo A batida no porta-malas não vai silenciar. É tarde e não há muito trânsito enquanto Salvatore dirige o BMW em direção ao nosso armazém, bem na orla da cidade. O prédio antigo praticamente atravessa os limites da cidade e está localizado em um trecho de estrada abandonado muito convenientemente, sem vizinhos por perto. Normalmente, o lugar é usado para abrigar vários bens que precisam ser movidos discretamente, mas alguns verões atrás, meus irmãos e eu construímos algumas salas à prova de som no segundo andar, convertendo os escritórios no que meu irmão Sergio costumava chamar de domo do prazer. — Vocês estão casados há alguns dias — Salvatore diz, tentando puxar assunto por cima do barulho vindo de trás. — Como estão as coisas? A garota está indo bem? Olho pela janela, tenta

