04 — Urso Narrando
Eu passei a noite com o celular na mão, mas a mente tava era no balanço daquela morena. Ver a Juliana ali, com aquele cropped branco e a marquinha de bronze gritando, foi um teste pra minha sanidade. Tirei foto, filmei, dei zoom... cada sorriso que ela dava pras amigas era um soco no meu peito. Eu queria que aquele sorriso fosse pra mim. Eu sou o dono dessa p***a toda, mas perto dela, eu me sinto o moleque que ainda não sabe como chegar na menina mais bonita da escola.
Quando ela levantou e disse que ia ao banheiro, meu sangue gelou. "Será que ela vai encontrar algum o****o lá fora?". O ciúme me cegou. Saí cortando o pagode sem nem olhar pra trás. Onde ela ia, eu ia atrás.
No corredor do banheiro, o clima era outro. Puxei ela pelo braço com cuidado, mas com a posse que eu precisava sentir —e tranquei a gente naquele cubículo. Ela deu um pulo, reclamando do susto, falando que eu era maluco.
Eu não disse nada. Só dei um passo e encostei meu corpo no dela.
A diferença era covarde. Eu, com meus quase dois metros, cobria ela inteira. O topo da cabeça dela m*l chegava no meu peito. Eu sentia o calor que saía da pele dela, o cheiro do perfume doce misturado com o álcool do drink que eu mandei. Encostei ela na parede fria, mas meu corpo era puro fogo pressionando o dela.
— O que que falta, Juliana? — perguntei, a voz saindo lá do fundo do peito, rouca de tanto cigarro e de tanta vontade acumulada.
— O que...? — ela sussurrou, a respiração vindo curta, os olhos castanhos perdidos nos meus. Ela tava desarmada.
— Pra você ser minha de verdade. O que eu tenho que fazer? Eu tenho que matar quem? Eu tenho que entregar esse morro pra polícia? — eu ia falando e cada palavra era um desabafo de anos de espera. — Tu não tá vendo que eu sou louco por você, não? Há anos, Juliana! Eu olho pra essas outras mulheres e não vejo ninguém. É só você. Por que você faz isso comigo? Por que me trata como se eu fosse um bicho?
Ela tentou abrir a boca, mas não saiu som nenhum. O silêncio do banheiro só era quebrado pela batida abafada do pagode lá fora e pela respiração dela, que tava acelerada, batendo contra o meu peito.
Eu não aguentei mais. A obsessão falou mais alto.
Me curvei pra alcançar o rosto dela e o beijo não foi calmo. Foi uma explosão. Foi o encontro de um homem que esperou uma vida inteira por aquele segundo. Minha boca dominou a dela com uma fome que me assustou. Eu segurei o rosto dela com as minhas mãos grandes, sentindo a delicadeza da pele dela contra a grosseria da minha.
Era o gosto da Juliana. O gosto que eu sonhei em cada noite de plantão, em cada madrugada de guerra. Eu invadi o espaço dela, sentindo a língua dela se enroscar na minha, e por um momento, o Urso sumiu. Ali não tinha traficante, não tinha comando, não tinha polícia. Tinha só o Diego, finalmente encontrando a paz no meio do caos que era aquela mulher.
Eu sentia as mãos pequenas dela apertarem a minha regata, me puxando pra mais perto, e ali eu tive a certeza: eu podia ter o morro inteiro, mas o meu reino de verdade era aquele beijo.
O clima ali dentro daquele cubículo ficou pesado, um calor que não dava pra aguentar. O som do pagode lá fora parecia que tava longe pra caramba, porque ali só se ouvia a nossa respiração curta e o barulho da gente se pegando com uma vontade que tava guardada há anos.
Eu não queria só beijar, eu queria sentir a Juliana toda colada em mim. Minha mão, que já é bruta por natureza, tava até tremendo de tanto desejo. Enfiei a mão por dentro daquele cabelão dela, segurando firme na nuca, e puxei o rosto dela pra minha boca com tudo. Meus lábios apertavam os dela e a gente se beijava com uma fome que eu nunca senti por mulher nenhuma.
Aí não teve jeito, a obsessão falou mais alto. Perdi a noção de onde eu tava. Encaixei minhas mãos por baixo das coxas dela e levantei ela do chão como se não fosse nada.
Ela soltou um gemido baixinho, meio no susto, mas na hora já trancou as pernas na minha cintura, se agarrando em mim. O corpo dela, pequenininho, encaixou direitinho no meu. Eu sentia o coração dela batendo forte no meu peito, parecia que ia sair pela boca.
— Minha... — eu falei baixinho, quase rosnando no pescoço dela.
Minha mão desceu com tudo pra b***a dela, apertando aquele short jeans com tanta força que eu sabia que ia ficar a marca dos meus dedos ali na carne. Eu não tava sendo carinhoso, e ela também não queria carinho; ela queria o Urso, e eu tava entregando tudo.
A cada movimento que a gente fazia, a coisa ia ficando mais doida. Meu p*u tava completamente duro, roçando na b****a dela por cima do jeans do short. Era uma tortura, mas era bom demais. Eu esfregava meu corpo no dela, sentindo o calor atravessar a roupa, sentindo que ela já tava ficando molhada ali. A Juliana apertava minha regata, cravando a unha no meu ombro e me puxando pra mais perto, querendo mais daquele beijo.
Eu nunca tinha sentido uma parada dessas. Já peguei muita mulher, mas ali, com ela no meu colo, parecia que eu era o dono do mundo de verdade. Eu queria comer ela ali mesmo, naquela parede, provar cada pedaço dela que eu ficava só olhando de longe todo esse tempo.
O suor escorria, o ar tava sumindo, mas ninguém queria soltar. Eu tava num nível de t***o que a vista chegava a embaralhar. Se eu pudesse, não saía dali nunca mais.
Eu enterrei meu rosto ali no pescoço dela, sentindo aquele cheiro doce que me perseguia em todo canto. Comecei a beijar aquela pele macia, dando umas fungadas fortes, quase perdendo os sentidos. Eu tava fora de mim, a obsessão tava falando mais alto que qualquer coisa.
— Tu não tem noção, Juliana... — eu sussurrei, a voz saindo toda arrastada, colada no ouvido dela. — Tu não faz ideia de quantas noites eu passei em claro, de quantas vezes eu fechei o olho e imaginei eu te pegando desse jeito, te tendo aqui no meu colo, sentindo o teu corpo no meu.
Eu dava uns beijos molhados, subindo pro lóbulo da orelha dela, sentindo ela estremecer inteirinha. A pressão do meu corpo contra o dela tava fazendo eu perder a linha.
— Fala pra mim, fala que tu também queria — eu exigi, apertando a b***a dela com mais vontade, sentindo que ela tava entregue. — Eu sou doente por tu, garota. Sou louco desde moleque. Por que tu demorou tanto pra ceder? Por que me fez passar por esse inferno todo esse tempo?
Eu parei um pouco, olhei bem dentro do olho dela, a respiração batendo na cara uma da outra. Eu tava e******o pra c*****o, sentindo que se eu não saísse dali com ela, eu ia quebrar aquele banheiro todo.
— Vamos embora daqui agora — eu falei, num tom que não era um pedido, era uma ordem carregada de desespero. — Vamos pra minha casa, ou pra onde tu quiser. Eu te levo pro outro lado do mundo se tu pedir, mas eu preciso de tu. Tu é minha, Juliana. Sempre foi. Só faltava tu aceitar o que todo mundo já sabia.
Eu tava atacando ela de todo jeito, com palavra, com beijo, com o corpo. Eu queria que ela sentisse que não tinha mais volta, que agora que eu encostei nela, eu nunca mais ia soltar. Eu tava possuído por uma vontade que não era normal, era coisa de quem viveu anos só no desejo e agora tava provando o mel pela primeira vez.
— Diz que tu quer — eu insisti, roçando meu nariz no dela, quase implorando mas sem perder a pose de dono. — Diz que tu também tá com esse fogo por mim, que tu quer ser minha essa noite.