174

1249 Words

174 -- Juliana Narrando O estouro da arma ainda zumbia no meu ouvido, mas o ódio que eu sentia era tão alto que abafava qualquer arrependimento. Eu olhava pra ele e não via o pai do meu filho, não via o dono da Penha; eu via o homem que me deixou no vácuo cinco dias enquanto o Pedro queimava em febre, o homem que mandou a amante na minha cara pra debochar da minha derrota. Na minha cabeça, a conta era exata: a p*****a saiu, ele entrou. A p*****a ostentou, ele apareceu. Quando ele me chamou de louca, o mundo ficou vermelho. Eu não pensei, eu só senti o recuo do ferro na minha mão. — Tu... tu me deu um tiro, Juliana? — ele sussurrou, olhando pro braço como se não acreditasse que o sangue dele podia correr por minha causa. — Agora você vai lá! — gritei, a voz saindo rasgada. Peguei a pis

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