35 — Juliana Narrando Domingo chegou e eu acordei com aquele espírito de quem sabe que tem o jogo na mão. Depois daquela baixaria toda, do Diego quebrar celular e surtar, eu decidi que ia entrar naquele presídio não só como a mulher dele, mas como a rainha que ele não pode perder. Passei o sábado no salão: unha feita, cabelo hidratado e aquele perfume que gruda na alma. Mas o xeque-mate foi na cozinha. Dessa vez, nada de estrogonoff simples. Eu e a Dona Nádia montamos um cardápio de restaurante de luxo, tudo dentro das normas, mas com aquele toque de quem tem o melhor do morro à disposição. Quando cheguei no pátio, com a minha bolsinha rosa e a "menina do corre" trazendo as bolsas pesadas, eu vi o Diego lá no fundo. Ele estava inquieto, andando de um lado pro outro, mas quando me viu, e

