157

1625 Words

157 -- JULIANA NARRANDO Entrei na loja ainda com o sorriso no rosto por causa da palhaçada com o Diego, mas bastou eu colocar o pé no balcão que o clima mudou. As meninas estavam todas me manjando, com aquela cara de "quem não quer nada", mas querendo saber por que o patrão do morro saiu gritando meu nome na rua igual a um louco. — Manu, cuida aqui da frente pra mim — falei, tentando manter a pose. — Vou lá no estoque resolver um assunto de nota fiscal e já desço. Subi as escadas, fechei a porta do estoque e me sentei em cima de uma caixa de papelão. Respirei fundo e peguei o celular. Eu precisava ler aquelas mensagens do Henrique de novo. No carro, a adrenalina com o Diego me distraiu, mas agora eu queria sentir o sangue ferver. Reli cada palavra: "tratada igual a um cachorro", "capach

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