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1321 Words

30 — Juliana Narrando A gente estava lá, agarradinho naquele canto do pátio. O Diego estava num grude que eu vou te falar... se na liberdade ele já era carinhoso do jeito bruto dele, aqui dentro ele virou um chiclete. Ele me puxava, cheirava meu pescoço, segurava minha mão como se eu fosse fugir a qualquer momento. O olhar dele não saía do meu rosto, uma preocupação que nem parecia o homem que comanda o morro. — Morena, fala a verdade pro pai... tá tudo bem mesmo? Tá precisando de alguma coisa? Dinheiro pro aluguel, pra loja, pra tuas vaidades? — Ele perguntava, me apertando contra o peito dele. Eu dei uma risada, olhando praquela carinha de preocupado. — Diego, eu não estou precisando de nada, homem! A gente se fala o dia inteiro, você fica nesse telefone me perturbando de manhã, de

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