147 — Juliana Narrando O vinho branco estava fazendo um estrago gostoso no meu juízo. Eu sentia meu corpo vibrar, uma quentura que começava lá embaixo e subia pelo peito, me deixando com uma coragem que eu não teria se estivesse pura. Olhei para o Diego, ali naquele estado de "paz armada", e decidi que, já que ele tinha jogado sujo com o áudio do Pedro, agora quem ia ditar as regras do jogo era eu. Soltei um risinho bobo e tirei meus saltos, deixando eles caírem no chão da varanda com um barulho seco. Estiquei minhas pernas, sentindo o frescor da noite na pele, e sem pedir licença, levantei a direita e descansei o pé bem em cima das coxas dele. — Ai, Diego... já que você fez essa palhaçada toda, me fez subir até aqui de graça por causa dessa mentira do Pedro, agora você vai ter que pag

