18 — JULIANA NARRANDO O dia na loja foi uma correria só. Chegou mercadoria nova, fardo de jeans, blusinha de seda, cada coisa mais linda que a outra. Eu passei o dia inteiro naquela função de conferir nota, colocar etiqueta, organizar as araras e atender as clientes que já estavam doidas pra ver as novidades. Mas, no meio de todo aquele movimento, tinha uma coisa que estava me deixando com a pulga atrás da orelha: o silêncio do meu celular. O Diego é o tipo de homem que não aguenta ficar meia hora sem me mandar um "oi", um vídeo debochado ou até uma ligação só pra saber se eu já comi. Ele marca território o tempo todo, até quando eu não quero. Mas hoje? Nada. Desde que ele me deixou na porta da loja de manhã cedo, o visor não acendeu nem uma vez com o nome dele. Nem uma curtida nos meus

