87 — Bruna Narrando Eu sei muito bem qual é o meu lugar na vida do Diego. Não sou boba, não nasci ontem e muito menos no morro errado. Eu sei que o que a gente tem não é aquela coisa de "felizes para sempre", de comercial de margarina. A nossa relação é um jogo de gato e rato, uma parada de momento. Eu fico com ele de vez em quando, durmo na casa dele, uso o perfume que ele gosta, mas eu sinto que sou só um curativo m*l colado numa ferida que nunca fecha. E o Diego... ah, o Diego não facilita. Ele tem prazer em me esculachar, sabe? Tem dia que ele me trata como se eu fosse a rainha da Penha, me dá ouro, me dá roupa, me deixa no topo. Mas tem dia que o santo dele vira, e ele me olha com um desprezo que dói mais que tapa na cara. Ele grita, diz que eu não sou nada, que eu sou vazia. Eu agu

