166 -- Gadernal Narrando Cheguei em casa o pó da rabiola. O cheiro de ferro do sangue daquele doutor parecia que tinha grudado até na minha alma. Joguei a chave em cima da mesa, tirei o fuzil do ombro e encostei no canto da sala. A Manu tava sentada no sofá, com uma cara de quem tinha visto um fantasma, roendo a unha até o sabugo. — c*****o, viado... o bagulho hoje ficou feio de verdade — soltei, tirando a camisa suja e jogando num canto. — O clima lá em cima tá de enterro, e o Urso tá com o capeta no corpo. A Manu levantou num pulo, vindo na minha direção com o olho desse tamanho. — Tá feio? Tá horrível, Gardenal! O Diego foi buscar a Juliana lá na loja com a blusa toda respingada de sangue, na frente das cliente, na frente de todo mundo! — ela gesticulava, nervosa pra c****e. — O Ur

