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121 — Henrique Narrando O posto de saúde finalmente tinha entrado naquele silêncio sepulcral de fim de tarde. Pelos corredores, o barulho dos meus passos ecoava, mas a minha mente estava a quilômetros daqui. Voltei ao quarto 102 com o coração um pouco mais acelerado do que o normal para uma rodada de rotina. Eu sabia que o Diego tinha ido embora, e a ausência daquela energia pesada e opressora dele mudava completamente a atmosfera do lugar. Abri a porta devagar. O Pedro estava mergulhado em um sono profundo, o peitinho subindo e descendo de forma rítmica, o rosto relaxado. A Juliana estava sentada na poltrona ao lado, com o queixo apoiado na mão, olhando para o nada. Quando me viu, ela forçou um sorriso, mas os olhos dela não mentiam: ela estava no limite da exaustão. — Como ele está? —

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