163

1195 Words

163 -- Urso Narrando O mundo ficou em câmera lenta, mas o meu sangue tava a mil por hora, parecendo lava correndo nas veia. Eu olhei pro Henrique, aquele verme todo arrebentado na cadeira, e depois olhei pra Juliana, ajoelhada no chão, se acabando em lágrima, agarrada na minha perna como se a vida dela dependesse disso. E dependia mesmo, p***a. — Diego, pelo amor de Deus! É mentira desse desgraçado! — ela gritava, soluçando, a voz já tava sumindo. — Olha o Pedro, Diego! Pensa no nosso filho! Pergunta pra sua mãe, chama a dona Nádia aqui, ela sabe que eu nunca fiquei com ele. Acredita em mim, esse cara é um doente! Minha mão tava tremendo. Eu, o Urso, o cara que não treme pra fuzil, tava com o dedo no gatilho sentindo o peso de uma dúvida que tava me rasgando por dentro. Encostei o cano

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