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- Você está aonde, sabe que horas são ? – Ele pergunta bravo. - Não! Mas já estou de saída. – Sussurro novamente, me levanto da mesa, vou até o balcão da bibliotecária. - A senhora poderia me entregar um marcador? – Pergunto.  - Ana Júlia, você sabe que tem crédito para leva-lo. - Eu sei, senhora Francisca, eu adoro vim a biblioteca e pretendo vir mais vezes. – Digo a ela, e isso me é um bom plano para sair de casa para não ter que ver o terror. - Como quiser! – Ela diz com um sorriso meigo.    Saio as pressas, já é noite, e tenho que estar dentro de dez minutos em casa. Passo por uma barraquinha de lanches e o cheiro de cachorro quente me enlouquece compro um e degusto meu lanche, não estou  muito afim de chegar na hora certa do cinema.      Chego em casa e todos já estão prontos, quer dizer “os três “,  menos eu que acabo de chegar. Isaías está impaciente, subo para meu quarto, visto uma calça jeans preta e uma camiseta com a palavra “problema”, passo brilho labial, lápis de olho e escovo bem meu cabelo, ao terminar me olho no espelho e estou tão diferente, é a primeira vez que uso isso na minha adolescência, apesar de eu ter comprado eu estava guardando para usar na formatura desse ano. Desço as escadas, e vejo Gregório desfazer o sorriso que tinha e trocar por uma cara de surpresa, e assim os outros fazem o mesmo. - Você... está demais! – Diz Gregório.  - Uau! – Diz Isaías. - Vamos para uma baladinha depois, né? – Pergunta Larissa. - Nossa filha, você está linda! – Diz minha mãe. - Eu... - Não se preocupem, podem chegar a hora que quiserem, constando que seja ainda Hoje! – Diz meu pai me interrompendo, como se estivesse ouvindo meu pensamento ele recusa meu pedido de voltar logo. - Vamos galera, estou tão ansioso! – Diz Isaías, na maior cara de p*u.     Entramos no carro e seguimos em direção ao centro da cidade para chegarmos ao cinema, Isaías e Larissa estão eufóricos  conversando sobre sonhos ou algo de suas infâncias, Gregório também fala sobre a infancia que teve, mas não menciona nada sobre o monstrinho que foi, enquanto eu apenas observo eles e os carros pela janela do carro. - E a sua infância, o que te marcou mais? – Pergunta Gregório me tirando da observação dos carros. - Eu acho que ela não teve infância, só vivia lendo! – Diz Isaías me zombando. - Mas algo deve ter marcado! – Gregório insiste. - Foi – Você e suas agressões! – O pequeno Príncipe!  
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