“ Por quê não!”
“ Então porque ainda está falando comigo?”
“ Não estou falando com você!”
“ Está Sim!”
“ Não estou!”
“ Deixa de ser teimosa!♡”
“ Tchau”
Digito e me levanto, sem esperar respostas, saio de braços cruzados respiro fundo para onde vou agora?
Antes de dar um passo a mais, sinto ser puxada pelo braço, olho para quem está fazendo isso e vejo Gregório, e em seguida ele me abraça.
- Não posso deixar uma teimosinha me deixar no vácuo! – Ele sussurra.
- Não sou...
Ele me interrompe com um beijo, o meu primeiro beijo, tinha que ser com o pior cara? O medo me alarma mais uma vez, me afasto e tudo agora me faz sentindo, é para isso que eles queriam que eu viesse para que Gregório fique comigo.
- Nunca mais faça isso, seu... seu... b****a! – Grito.
- Calma teimosinha! – Ele diz.
- Não me chama de teimosinha!
Ele me abraça, e me leva eu acho que seja para seja pra fora do cinema, começo a gritar por socorro, chamando a atenção dos seguranças, imediatamente sou socorrida, eles seguram o Gregório como se ele fosse um bandido.
- Eu preciso ligar para meu irmão! – Digo ao guarda, e olho para Gregório que me olha confuso.
Em poucas horas meu irmão aparece preocupado, e pede para os guardas soltarem Gregório.
- Podemos solta-lo senhorita? – Pergunta um dos guardas que está segurando Gregório.
- Agora sim! – Digo.
- Que p***a é essa, Ana Júlia? – Pergunta Isaías.
- Esse cara me beijou a força sem meu consentimento, e estava me sequestrando! – Digo observando a cara dos três horrorizados e confusos.
- Me desculpa se te assustei. – Diz Gregório.
- Quero ir embora! – Digo e ignoro Gregório.
- Mas eu e a Larissa mau...
- Você vai me deixar, e depois vai para outro lugar com ela. – Digo o interrompendo.
- Não dá Ana Júlia, cara você não é mais criança para fazer esse draminha. – Diz Isaías.
- Eu estou lhe pedindo. – Digo quase chorando, estou prestes a jogar a m***a toda no ventilador e acabar com essa amizade deles, pois não suporto essa aproximação de Gregório.
- Eu não vou! – Diz Isaías.
- Eu não posso ficar perto desse cara, você não imagina o quanto ele me fez sofrer durante minha infância, Greg foi o motivo do meu atraso e de toda minha tristeza, eu tenho tanto medo dele, e apesar dele ter crescido e esquecido, eu não esqueci pois todos os dias enfrento esse medo, ainda mais ele morando tão perto. – Digo sem me controlar, choro e o vejo entristecer sob minhas acusações, Gregório lembrou.
- Covarde e******o! – Diz Isaías socando lhe um soco na cara.
- Isaías para, meu amor! – Diz Larissa.
Bom, acabei com a amizade deles pelo menos é o que eu acho.
- Desculpa amor! – Diz Isaías para Larissa.
- Vamos para casa, deixa esse moleque aí, vamos Ana Júlia! – Diz Larissa.
Então saímos.
- Porquê não ficou com seu irmão? – Pergunto.
- Porquê eu pensei que ele fazia isso só comigo! – Diz Larissa.
- Eu vou m***r ele! – Diz Isaías.
Faz algumas horas que chegamos, olho pela janela do meu quarto e vejo o casal lá embaixo. Deito na casa abraçada ao senhor fofinho. Rolo pela cama e já se passaram horas, então escuto um carro estacionar, corro até a janela, e vejo pela brecha da persiana que é um táxi e dele sai Gregório, ele caminha até o meio da rua se ajoelha.
- Me desculpa, eu reconheço que fui um traste com você, mas agora eu posso reverter isso, só me dá uma chance. – Ele grita, parece bêbado. Volto para a cama.
Não vou me iludir, não sou tola, sei muito bem o porque ele quer reverter tudo, é simplesmente porque não somos mais crianças, porque tenho corpo de mulher e é óbvio que ele sente atração. Mas eu não vou ser distração para ele.
Sou despertada por meu alarme seis horas em ponto, me levanto e me espreguiço, depois faço alongamentos de quinze segundos cada. Bom agora é hora do banho, ligo o chuveiro e lembro da noite de ontem, eu sei que vou enfrentar muitas perguntas lá embaixo. Término o banho e visto meu uniforme, em seguida desço a escada, todos estão à mesa, muito calados.
- Você quer carona para a escola Aninha? – Pergunta Isaías.
- Sim, obrigada! – Digo. Vejo minha mãe se aproximar, ela me abraça sem nada dizer depois senta, meu pai me olha preocupado. – O que está acontecendo? Porque vocês estão agindo estranho?