Capítulo 02

794 Words
“ Por quê não!” “ Então porque ainda está falando comigo?” “ Não estou falando com você!” “ Está Sim!” “ Não estou!” “ Deixa de ser teimosa!♡” “ Tchau”       Digito e me levanto, sem esperar respostas, saio de braços cruzados respiro fundo para onde vou agora?      Antes de dar um passo a mais, sinto ser puxada pelo braço, olho para quem está fazendo isso e vejo Gregório, e em seguida ele me abraça. - Não posso deixar uma teimosinha me deixar no vácuo! – Ele sussurra. - Não sou...     Ele me interrompe com um beijo, o meu primeiro beijo, tinha que ser com o pior cara? O medo me alarma mais uma vez, me afasto e tudo agora me faz sentindo, é para isso que eles queriam que eu  viesse para que Gregório fique comigo. - Nunca mais faça isso, seu... seu... b****a! – Grito. - Calma teimosinha! – Ele diz.  - Não me chama de teimosinha!    Ele me abraça, e me leva eu acho que seja para seja pra fora do cinema, começo a gritar por socorro, chamando a atenção dos seguranças, imediatamente sou socorrida, eles seguram o Gregório como se ele fosse um bandido. - Eu preciso ligar para meu irmão! – Digo ao guarda, e olho para Gregório que me olha confuso.     Em poucas horas meu irmão aparece preocupado, e pede para os guardas soltarem Gregório.  - Podemos solta-lo senhorita? – Pergunta um dos guardas que está segurando Gregório.  - Agora sim! – Digo.  - Que p***a é essa, Ana Júlia? – Pergunta Isaías.  - Esse cara me beijou a força sem meu consentimento, e estava me sequestrando! – Digo observando a cara dos três horrorizados e confusos. - Me desculpa se te assustei. – Diz Gregório.  - Quero ir embora! – Digo e ignoro Gregório.  - Mas eu e a Larissa mau... - Você vai me deixar, e depois vai para outro lugar com ela. – Digo o interrompendo. - Não dá Ana Júlia, cara você não é mais criança para fazer esse draminha. – Diz Isaías. - Eu estou lhe pedindo. – Digo quase chorando, estou prestes a jogar a m***a toda no ventilador e acabar com essa amizade deles, pois não suporto essa aproximação de Gregório. - Eu não vou! – Diz Isaías. - Eu não posso ficar perto desse cara, você não imagina o quanto ele me fez sofrer durante minha infância, Greg foi o motivo do meu atraso e de toda minha tristeza, eu tenho tanto medo dele, e apesar dele ter crescido e esquecido, eu não esqueci pois todos os dias enfrento esse medo, ainda mais ele morando tão perto. – Digo sem me controlar, choro e o vejo entristecer sob minhas acusações, Gregório lembrou. - Covarde e******o! – Diz Isaías socando lhe um soco na cara. - Isaías para, meu amor! – Diz Larissa.    Bom, acabei com a amizade deles pelo menos é o que eu acho. - Desculpa amor! – Diz Isaías para Larissa. - Vamos para casa, deixa esse moleque aí, vamos Ana Júlia! – Diz Larissa.      Então saímos. - Porquê não ficou com seu irmão? – Pergunto. - Porquê eu  pensei que ele fazia isso só comigo! – Diz Larissa. - Eu vou m***r ele! – Diz Isaías.    Faz algumas horas que chegamos, olho pela janela do meu quarto e vejo o casal lá embaixo. Deito na casa abraçada ao senhor fofinho. Rolo pela cama e já se passaram horas, então escuto um carro estacionar, corro até a janela, e vejo pela brecha da persiana que é um táxi e dele sai Gregório, ele caminha até o meio da rua se ajoelha. - Me desculpa, eu reconheço que fui um traste com você, mas agora eu posso reverter isso, só me dá uma chance. – Ele grita, parece bêbado. Volto para a cama.    Não vou me iludir, não sou tola, sei muito bem o porque ele quer reverter tudo, é simplesmente porque não somos mais crianças, porque tenho corpo de mulher e é óbvio que ele sente atração. Mas eu não vou ser distração para ele.                                     Sou despertada por meu alarme seis horas em ponto, me levanto e me espreguiço, depois faço alongamentos de quinze segundos cada. Bom agora é hora do banho, ligo o chuveiro e lembro da noite de ontem, eu sei que vou enfrentar muitas perguntas lá  embaixo. Término o banho e visto meu uniforme, em seguida desço a escada, todos estão à mesa, muito calados. - Você quer carona para a escola Aninha? – Pergunta Isaías. - Sim, obrigada! – Digo. Vejo minha mãe se aproximar, ela me abraça sem nada dizer depois senta, meu pai me olha preocupado. – O que está acontecendo? Porque vocês estão agindo estranho?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD