Anthony Williams Davis― Point Of View
No dia seguinte já tinha todas as informações sobre meu pequeno anjo,coloquei seguranças a vigiando o tempo todo, infiltrei a filha da empregada na faculdade em que ela estuda,e outras coisas mais, tenho que acompanhar cada passo que ela dá, e garantir que nenhum muleque dê em cima de minha garota.No momento estou em meu escritório na empresa com o dossiê contendo as informações dela, trato de pegar meu telefone e dou a ordem para minha secretária:
― Márcia, não quero ser incomodado por ninguém. Só me passe ligações de extrema urgencia .
― Mas senhor, o senhor tem uma reunião em 20 minutos com...
― Remarque.
― Sim, senhor Williams. ―suspirou desligando o telefone.
Nome: Luna Miller
Data de nascimento: 10 de julho de
2003
Tipo sanguíneo: O-
Doenças-Transtorno de ansiedade e arritmia cardíaca.
Algo em sua ficha me chama atenção.Droga! Como pude esquecer algo tão importante? Richard havia pedido alguns dias de férias para ficar com a filha que estava doente, preciso contratar os melhores médicos, cardiologistas e psicólogos para cuidar da minha princesa. Saber que ela está doente não me deixa feliz, preciso cuidar dela e me aproximar mais, ela pode não saber, mas é minha. Sou despertado dos meus devaneios pela voz da minha secretária e passos se aproximando:
― A senhorita não pode entrar aqui.-Ouço a porta ser aberta bruscamente e a minha prima passa por ela, sendo seguida por Márcia que parecia desesperada.
― Desculpe senhor Williams, eu tentei impedir ela....
― Não preciso de permissão para entrar no escritório do meu namorado. ―responde verônica em um tom arrogante.
― Nos deixe a sós, Márcia. Espero que isso não se repita, fui claro quando disse que não queria ser incomodado.― Ela abaixa a cabeça e se retira nos deixando sozinhos.
― Então quer dizer que sou um incômodo?
― Quem você pensa que é para invadir meu escritório se intitulando minha namorada? -Eu não estava com um pingo de paciência.
― Porque sou sua namorada, bobinho. ―respondeu com cara de quem está falando o óbvia e com cara de tédio. Senhor, me dê paciência.Levanto da minha poltrona dando a volta na mesa e parando em sua frente.
― De onde você tirou esse absurdo, só por que eu a fodi? Se fosse pra me comprometer com todas as vadias que já comi estaria namorando metade da do país, acorda Verônica.
― Não se atreva a me comparar com as putas que come por aí. ― Grita estérica, levando e avançando na minha direção e tenta acertar meu rosto, seguro seu braço facilmente.
― Chega desse show patético, tivemos apenas um sexo casual,para de ser ridícula e saía daqui.A jogo na poltrona, ela se levanta com os olhos cheios de lágrimas, vai em direção à porta, mas antes olha pra mim e diz:
― Irá pagar muito caro por isso, Antony.
― Mande a conta e eu assino o cheque. ― falo impaciente.
― Um dia você vai encontrar uma mulher que o deixará louco de amor,ela não vai corresponder e você sentirá na pele aquilo que fez com todas as mulheres que usou.
Isso me deixa pensativo, será que vou conseguir fazer Luna Miller se apaixonar por mim? Tanto faz,eu possa amar por nós dois. Me sento na poltrona e ligo meu notebook, Será difícil me concentrar mas era hora de trabalhar.
(...)
Saio de mais uma reunião exaustiva e vou em direção ao elevador, preciso conquistar a confiança do Richard para conquistar minha feitiçeira, não consegui pensar em mais nada a não ser ela enquanto todas aquelas pessoas falavam durante a breve reunião que tive agora a pouco. Vou até o andar o onde meu sogro trabalha,bato na porta do seu escritório,"Entre"escuto ele dizer, ao entrar na sala ele se levanta de onde estava sentando e vem em minha direção.
- Bom dia, senhor Williams.Precisa de algo?
- Apenas passei para saber como
anda o projeto. - Me sento na cadeira de frente pra ele.
- Está indo muito bem,provavelmente terminaremos antes do prazo. - diz contente.
-E como anda sua família? Se não me falha a memória, você tinha dito que sua filha estava doente. Ela está melhor? - perguntei como quem não quer nada. Ele ficou surpreso, não costumo me interessar na vida de meus funcionários.
- Ela está bem, senhor, graças a Deus, os remédios têm surtido efeito e ela não voltou a passar m*l. - Fala me deixando aliviado.
- Fico muito contente, se precisar alguma coisa pode me procurar,tenho à minha disposição os melhores médicos do mundo,
resolverei o problema. - ele me olha espantado.
- Obrigado... Eu acho. - Responde claramente estranhando meu comportamento.
- Esse final semana como bem sabe, estaremos comemorando mais um aniversário da empresa, será um jantar na casa dos meus pais,gostaria de contar com sua presença e de sua família, seria muito
importante pra mim. - E chegamos no ponto em que eu queria chegar.
- Senhor agradeço ao convite, mas terei que recusar. - diz visivelmente surpreso.
-Por favor, eu insisto. Me sentirei ofendido se recusar o convite.
- Sendo assim, eu aceito. - diz vencido. m*l posso esperar, pequena Miller.
-Será sábado,às oito horas.Enviarei o convite oficial ainda hoje.- me levanto.
-Já vou indo, tenho um almoço de negócios daqui apouco. Até mais.
***
Assim que saio da empresa ligo para minha mãe, aviso que vou jantar com minha família, o que a deixou muito contente, ao chegar na casa dos meus pais sou recebido carinhosamente(como sempre)pela minha mãe,Cecília. Meus pais são ótimos, minha mãe é bondosa e doce, já meu pai me ensinou tudo que sei hoje, eles são incríveis.
- Que bom que resolveu aparecer hoje, sentimos sua falta. Você anda tão inalcançável, parece até que tenho que marcar hora para Ver o meu próprio filho. - diz minha mãe dramática como sempre.
- Querida, você sabe muito bem que nosso filho tem responsabilidades.Por experiência própriadigo:comandar os négocios da família não é nada fácil. - defende-me meu pai.
-Eu sei, mas não posso evitar de sentir saudades do meu filhinho.
-E Elena? - noto a ausência da minha irmã caçula.
-No quarto com a verônica. - O mais provável é que ela veio chorar no
ouvido de minha irmã, as duas são
muito amigas e minha irmã nunca
desistiu de tentar me juntar com ela, se
dependesse das duas eu e ela já estaríamos casados. Sinceramente, se eu não precisasse desabafar e ouvir os conselhos do meu pai, inventaria qualquer desculpa e daria meia volta agora mesmo, eu e meus pais conversamos por um tempo na sala enquanto o jantar não estava servido,
mas logo a empregada aparece e nos
avisa que agora está. Minha mãe manda ela ir avisar a Elena e verônica, e em poucos minutos elas aparecem.
-Como vai, maninha?
- Bem. - responde seca, o que não me surpreende em nada.Seguimos todos para a sala de jantar, minha mãe conseguiu tornar a refeição menos insuportável, já que contornava todas as indiretas da Verônica e sua defensora oficial,minha querida irmã. Após o jantar,meu pai pediu para irmos até o escritório, ele alegou que queria saber como andavam as coisas na empresa e logo notei uma oportunidade para desabafar o que havia ocorrido. Ele é esperto, sabe que eu não sou de fazer confraternização em família.
-Vamos direto ao ponto,o que aconteceu?
-Estou apaixonado por uma garota.-Começo a contar sobre minha garota, meu plano de me aproximar do seu pai, como nos conhecemos e me apaixonei por a mesma...
-Por essa eu não esperava, já tinha perdido a esperança de vê-lo casado,posso voltar então?
-Deve. Eu a escolhi para ser a mãe dos meus filhos, será a mulher que passará o resto da vida ao meu lado.-digo sem rodeios. Entre meu pai e eu não há segredos.
- Pelo o que você me disse ela é 10 anos mais nova, o pai pode ser contra, e pode proibir qualquer tipo de relação entre vocês dois. E sua reputação com as mulheres não é a lá essas coisas. - responde pensativo.
- Eu andei pensando muito sobre isso e percebi que a escolha não é dele, de qualquer forma: Luna Miller agora é minha,quer ele goste ou não.
-É assim que se fala, filho, no amor e na guerra vale tudo.
- Não importa quem apareça no meu caminho, passarei por cima de tudo e todos para tê-la somente para mim. Ela é minha, pela eternidade.