Quinta-feira. Dia em que Alex tinha terapia e Andreas nada interessante para fazer. Ele já havia notado uma séria tendência a um círculo vicioso que permeava a relação dos dois. Surgiu naturalmente entre eles: começava na sexta-feira, quando os dois se encontravam após a folga e viviam uma espécie de lua de mel, que durava até a manhã de segunda-feira. Nesse dia, a mulher começava a provoca-lo, o que terminava em sexo selvagem. Após a primeira semana, terça-feira era dia em que ela adotava uma postura mais dócil. Nos dias em que ela era submissa as provocações eram esquecidas. Quarta-feira, entretanto, ela se transformava em uma víbora de língua venenosa e todas as quintas, quando ela ficava fora, o deixava obcecado pelo seu retorno. Andreas era maduro o suficiente para não acreditar

