A quadra não tem cobertura, até porque não tem sol para isso. Heather está congelando e se esfregando em mim como se fosse uma cachorra sarnenta. Romy tinha nos obrigado a correr dez vezes em volta da quadra e fazer no mínimo cinco flexões. Hoje ela está empolgada, mesmo com o inverno chegando. Na verdade, o inverno nunca foi um real problema para Romy cometer trabalho e*****o.
— Eltery está olhando de novo para a gente — Heather comenta se jogando no banco da arquibancada. — Eu realmente não sei o que esse imigrante tá olhando.
— Heather! Isso é xenofobia.
— Hoje em dia tudo é xenofobia. Se ficassem no país deles não ficariam ofendidos — ela cruza os braços e começa a encarar Eltery, que percebe e volta a correr. — Agora parou de olhar.
Ela puxa a garrafa de água da lateral da bolsa.
— Eu acho que ele está afim de você — comentei com um sorrisinho.
— De mim?
— É, pode ser possível.
— Ah, cala a boca, Angus — Heather molha os dedos com a água da garrafa e respinga as gotas no meu rosto. — Eltery já tem uma b****a gorda para comer — ela indica com a cabeça para a professora brigando com duas garotas e um garoto lá embaixo. — Mas se ele estivesse realmente afim de mim, com certeza teria uma b****a depilada e cheirosa.
Afasto-me sorrindo na direção da minha blusa de moletom. Tinha ficado incrivelmente mais frio que antes, até meus braços já estavam tão arrepiados que podia sentir calafrios afetar minha mandíbula.
— Tá dizendo que Romy não toma banho? — questiono ao instante que visto a blusa.
— Uhum… é algo já normal para professores de educação física ficarem fedidos, mas para professoras? Eu acho que…
— Heather? — a repreendo com o olhar.
— Tá ok. talvez esteja sendo i****a. Devo estar com muita raiva dessa filha da p**a — ela leva a garrafa à boca.
— Ei! — ouvimos um grito vindo da quadra. Heather se engasga e eu ajeito a blusa melhor no corpo enquanto ergo a cabeça para ver quem é. Heather para de tossir e fecha a garrafa.
— Ei! Estão achando que a aula já acabou? — Romy fala aos pés da arquibancada.
— p**a do c*****o — Heather sussurra.
— Acha ela pior que a professora de artes? — ela guarda a garrafa na bolsa e se levanta. Começamos a descer as escadas da arquibancada.
— Com certeza. Com a de artes eu consigo me virar, mas com a Romy, apenas com voodoo — ela sorri e grita em resposta: — Já estamos indo!
— A professora de artes não pega no seu pé porque você sabe desenhar.
— Na verdade eu só faço qualquer coisa e ela elogia. Ela elogia até a Beth que só sabe fazer círculos.
— Mas ela não pega no pé da Beth também? — Heather salta do último degrau da arquibancada e vira na minha direção.
— Não, ela nem olha para a coitada da Beth. Mas sabe o que eu acho? — ela dá alguns passos de costas, fazendo o vento movimentar seus cachos.
— O quê?
— Que a professora de artes não gosta de você.
Levanto as sobrancelhas. Claramente isso é tão real quanto Hector ser um mentiroso com o p*u sem controle.
— Porque ela não gostaria de mim?
— Pelo mesmo motivo que a Romy não gosta de você e nem de mim.
— Por eu ser baixo?
— Gay — diz com toda a certeza. — Por isso Eltery não para de olhar para a gente. Ele é do grupinho delas.
— Heather, você é hétero.
— Não, eu sou bissexual.
— Desde de quando?
— Desde… — ela para de caminhar e coloca a mão na cintura. — Desde há alguns meses aí.
— Uhum… — isso com certeza não está fazendo muito sentido. Coço atrás da orelha tentando seguir as conclusões dela. Então... só os meninos do baseball seriam héteros? E o restante das meninas seriam todas lésbicas ou bissexuais? Os meninos gays? Bem, faz sentido j**k gostar de mim, ele não joga baseball.
— Então… você meio que não gosta de mim?
— Claro, por isso te trato igual um cachorro algumas vezes — liberou uma gargalhada, depois vejo ela sorrir e virar de costas, prosseguindo o caminho para o centro da quadra.
Quando paro de rir, percebo que Heather sumiu da minha frente. Olho para o lado e só me dou conta do que está acontecendo quando vejo ela jogada no chão e Eltery pedindo desculpas. O quê?
— Eu sinto muito! — Eltery pronunciou-se bastante preocupado. Heather consegue se erguer e se sentar no chão. A palma de uma das mãos dela está sangrando e já consigo prever a raiva. Eltery oferece-se para ajudá-la, mas Heather prefere berrar com ele para ficar longe. Com Eltery se afastando aos tropeços me movimento rápido para ajudá-la.
— Você se machucou muito? — questiono, pegando em seu braço e conseguindo levantá-la.
— Não, só machuquei a mão — ela responde seguidamente mostrando a palma da mão rasgada e gotejando sangue. — Esse desgraçado rasgou minha mão.
— A Dra. Else pode resolver — tento amenizar a fúria dela.
Eltery volta a se aproximar e Heather ergue os olhos furiosos para ele.
— Me desculpe, Heather, eu estava distraído e acabei não te vendo.
— Sai da minha frente seu imigrante! — ela grita e ele se aproxima mais para tentar ver o machucado que fez. Ela o empurra de repente, violentamente, fazendo a camiseta dele manchar de sangue. Eltery tropeça nos próprios pés e acaba caindo, mas não demora a se erguer.
Heather me olha por um momento com os olhos úmidos e a respiração acelerada.
— Tenho que ir para enfermaria… Tá doendo muito.
Concordo somente com um aceno de cabeça e observo por toda a quadra, procurando alguém para pedir ajuda. Mas não vejo ninguém, nem Romy. Até as pessoas da nossa sala estão mais para o fundo da quadra.
Novamente, Eltery surge pedindo desculpas. Não é um bom momento para ele fazer isso. Eu consigo enxergar que não tinha sido a intenção dele, porém, Heather não está se importando com isso agora.
— Heather, me desculpa por favor — ele insiste.
— Já disse para você sair da minha frente! — Heather avisa.
— Eu só queria pedi…
— Sai! Sai da minha frente com esse sotaque de refugiado. Sai! Sai agora! — Eltery afasta-se assustado se salvando de ser empurrado de novo, mas ele está tão perdido que começa a me olhar e depois olhar para Heather. Ele volta a chegar mais perto, dessa vez irritado, com o peito pulsando e as mãos fechadas em um punho.
— Você é uma p*****a, gorda e louca! — quando ele diz aquilo, eu senti o rosto dele ser socado mesmo antes de ser. Heather socou tão forte que eu acho que o vi voar por alguns metros antes de se espatifar no concreto.
— Eltery! — Romy grita de algum lugar e logo a vejo correndo. Alunos começam a surgir do fundo da quadra e formam uma roda em nossa volta. Eu não demoro para prever que a situação vai ficar bem pior. Pego no braço da Heather e tento puxá-la para longe daquele lugar o quanto mais rápido, mas ela não parece compreender que precisamos sair antes que os amigos de baseball do Eltery cheguem.
— Heather! Temos que sair daqui. Logo! — ela finalmente me ouve e começamos a deixar a roda de pessoas rapidamente.
Longe, do outro lado do prédio do internato, começamos a correr em velocidade lenta pelos corredores. A mão de Heather começa a fazer uma trilha de respingos vermelhos por onde passamos. É incrível como ela está calma com a mão rasgada e sem remorso de ter socado o rosto de Eltery. Ela socou o rosto de Eltery Mário!
Puta m***a. O que ela estava pensando? E por que eu não fiz nada? Romy irá nos destruir, se sobrar alguma coisa quando retornarmos da sala do diretor. Devia rir? Não está parecendo nem um pouco engraçado. Romy com certeza não está achando engraçado. No entanto, Heather e eu, no fundo, sem todo esse medo do que virá, estamos achando muito hilário.
— Adorei ver aquela p**a gritando pelo nome do imigrante — diz ela enquanto continuamos seguindo pelos corredores em sentido da enfermaria.
— Ela vai nos destruir, Heather — digo desesperado e com o coração gritando.
— Vai, mas não muito depois eu que irei destruí-la. E ela não terá mais o imigrantizinho para pendurar a b****a fedida dela.
Por Deus. As coisas poderiam ter sido tão diferentes se Eltery não ficasse olhando para nós. Não, as coisas não seriam tão diferentes. As coisas seriam diferentes se os amigos de Eltery não fizessem piadas com o corpo de Heather. Também não. As coisas só seriam diferentes se Romy tratasse todos como trata o time de baseball. Não, só seria diferente se houvesse outra professora. Uma professora de educação física como a de Artes, com certeza não seria tão r**m, ela só é chata — comigo — porque eu odeio desenhar e ela me obriga. Se houvesse uma professora como ela em educação física, eu com certeza não reclamaria. Ou reclamaria?
Passamos por mais uma curva no corredor, olhamos de relance para as câmeras no teto e continuamos.
A lembrança de Romy só aparecendo quando Eltery estava jogado no chão, me dá um pouco mais de raiva. Ela não deu sinal algum quando Heather era quem estava no chão. Ela não se importou com a mão de Heather que estava sangrando. Ela nem notou. Como também não notou quando Heather tinha menstruado e precisava usar o banheiro. Só percebeu a menstruação quando começaram a rir do sangue escorrendo pelas pernas de Heather.
Não demorou para estarmos perto da enfermaria. Viramos mais um corredor e depois outro, e quando dobramos à esquerda, finalmente visualizamos a porta branca.
Eu ainda estou tentando digerir o que havia acontecido e fazendo o possível para controlar minha tremedeira nas mãos.
Ao chegar na sala, soubemos que a Dra. Else, tinha acabado de sair para almoçar, e não demoraria tanto para voltar. Foi o que uma enfermeira dizia enquanto passava álcool na mão de Heather.
— Logo que a Dra. Else voltar — a enfermeira diz suavemente —, ela fará um exame para ter certeza de que você não quebrou o pulso e fará também outros curativos.
Alguns minutos depois, ainda esperando a Dra. Else, a enfermaria passa a nos oferecer água e bala, e depois oferece água de novamente e outra vez bala. E negamos todas às vezes, continuando apenas no silêncio da enfermaria.
— Pare de pressionar a mão, não vai amenizar a dor — eu repreendo Heather. Ela afasta as mãos uma da outra e continua com olhar no chão.
Ela claramente sabe o que fez e sabe que receberá penalidade por ter sido agressivamente preconceituosa com Eltery. Só que ela está calma. Calma demais. E essa calmaria eu já imagino do que se trata. Provavelmente tem um plano para se livrar de limpar os banheiros. Não sei qual, mas ela tem.
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Me removo cuidadosamente de dentro. Espero um pouco e novamente introduzo. Primeiro só a cabeça e, em seguida, continuo entrando cada vez mais fundo e mais rápido.
“Não goze rápido” Angus ordena na centésima vez que minha virilha o atingia. Após a ordem, agarro suas nádegas com ambas as mãos, forçando ele ainda mais contra meu p*u. O percebo contrair a entrada, fazendo eu soltar um gemido. Mordo os lábios, tentando segurar sua cintura que escorrega pelos meus dedos. Minha preocupação maior é não gozar rápido, mas com Angus apertando meu p*u por dentro fica cada vez mais impossível.
Saio rapidamente de dentro dele quando noto o sêmen chegando. E estou certo. Meu sêmen se embrulha por dentro do p**********o, mas meu p*u continua duro. Agora assim posso demorar um pouco mais para gozar.
“Não irei” digo, recordando de sua ordem há algum tempo atrás. Invado de novo seu orifício, desta vez menos carinhoso, que o fez liberar mais pequenos gemidos.
A frente do corpo de Angus colide repetidas vezes contra a parede. Na mesma intensidade que a água pinga dos meus cabelos e culmina em seu pescoço.
Em algum momento, deixo que ele domine os movimentos devagar, sentindo sua entrada bem apertadinha deslizar pelo meu p*u. Apoio uma das mãos na parede e a outra mão continuo segurando sua cintura. Não me movimentando, evito controlar a velocidade que ele deseja.