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1816 Words
Retorno ao dormitório e acabo encontrando Feller acordado. Ele está na nossa mesinha perto da janela, iluminado pelo abajur enquanto escreve alguma coisa. — Onde estava? — questiona ele, sem se virar para olhar. — Estava com j**k — respondo enquanto tiro os sapatos e deixo próximo a porta. — Você não vivia dizendo que não gostava dele? — Bem… — olho para o teto —, talvez ele não seja tão r**m — é sim. Guardo a escova e a pasta dentro da gaveta e me dirijo para a cama. — Tão r**m? Heather falou que ele vive em cima de você — a cabeleira loira de Feller balança quando se vira. — É, ele fica. Mas ele só tá tentando amizade. — Certeza? — Aham… não é da sua conta. — i****a. Solto um risinho e ele volta a fazer o que estava fazendo. Deito-me na cama, puxando o edredom até o pescoço e cobrindo em seguida o rosto. Enquanto tento dormir, penso se Hector acredita na mentira de que eu e j**k somos apenas amigos. Ele sabe que beijei j**k algumas vezes, mas poderia inventar que somos apenas amigos a partir de agora. Não, essa desculpa é muito b***a. Já sei! Poderia dizer que beijei j**k para me vingar dele por ter descoberto sobre Alice. Seria mais aceitável? Talvez. Porém, de tudo isso, o que me deixa intrigado é se realmente Hector teve alguma coisa com Alice para ela fazer os garotos do baseball quererem me bater. Tudo nessa história de j**k é estranho. Não devia estar dando tanta bola para isso, devia focar na minha oportunidade de ir embora daqui de uma vez e sem deixar rastros. Viro para o lado feliz com essa ilusão. Desprevenidamente sinto o cheiro da blusa de Hector. Tinha esquecido que ainda estava com ela. Trago o moletom para mais perto e inspiro o perfume. Preciso manipular Hector mais rápido e largar essa relação com j**k o quanto cedo se quiser sair realmente do internato. Jack está ocupado tentando montar um lanche de queijo na cantina. Feller está na mesa da namorada, Amy, sendo obrigado a comer salada de fruta com suco de… manga ou laranja? Heather está do meu lado fingindo que gosta de couve-flor. Ela havia decidido semana passada que iria melhorar na alimentação após a médica do internato dizer que ela está com provável colesterol alto. Depois disso, ficou neurótica com as coisas que comia. — Acho que você deveria comer o que quiser. Eu posso pegar um lanche para você? — Angus, eu sou gorda não compulsiva alimentar — diz rasgando um pedaço do couve-flor com os dentes. — Esse couve-flor me dá vontade de vomitar. Eu realmente odeio essa lista de dietas do internato. Alface é muito melhor. — Você não precisa se obrigar a emagrecer, sabia? — observo o prato de couve-flor com certo enjoo. — Que m***a você tá falando? — Ah… — a minha boca abre e fecha. — É só colesterol alto, eu não estou tentando emagrecer. Abaixo a cabeça e depois olho a cinco mesas de distância de nós, tentando desviar dos problemas do meu péssimo jeito de dar conselhos. Meus olhos escorregam para Eltery que está com a mesma blusa xadrez de sempre e com a camisa do uniforme embaixo dela. Ele está em cima da mesa e, em sua volta, garotos do time de beisebol conversam enquanto comem. Os cabelos castanhos e ondulados dele estão brilhantes no sol fazendo a sua pele marrom ter um tom mais forte do que o comum. j**k tem um tom parecido com o dele, só um pouco mais pálido. A cena de Eltery chupando os s***s enormes da professora de educação física ainda me faz ter um intenso enjoo. Viro o rosto de lado com a visão dos s***s da professora persistindo na minha cabeça. Será que todos os líderes do time de beisebol tiveram que c****r ela? Eu realmente espero que j**k não tente ser líder do time. Mas bem, a chance dele ser é menor do que de conseguir acertar a bola com o taco, primeiro ele teria que saber a diferença do lado esquerdo e direto. Jack surge sorridente e se senta na minha frente colocando um lanche de dois hamburguers sobre a mesa. — Agora tem mostarda — comentou balançando a embalagem amarela no ar. Heather olha o lanche e, seguidamente, puxa o prato com o couve-flor para mais perto. Pegando um e mordendo com vontade. — Era mais interessante quando você ficava com seus amigos fãs de Senhor dos Anéis — Heather comenta olhando para j**k com desaprovação. — Agora teremos que ser amigos já que eu e Angus estamos namorando — j**k mostra outro grande sorriso e eu balanço em seguida a cabeça para Heather em negativo. — Desde de quando? — pergunta ela. — Não estamos não… — Desde de ontem. Eu e Angus ficamos aqui, no refeitório, ontem a noite. Ele pegou no meu p*u também — j**k parece com certeza agora com o fofoqueiro que é. — Angus?! — Heather me encara com os olhos verdes cintilantes ao instante que tira um dos cachos escuros da frente dos olhos. — Sabe, este couve-flor não parece tão r**m assim — tento desvencilhar do assunto agarrando um um couve-flor e o levando até à boca. Na verdade, o couve-flor é pior do que eu pensava. Heather ri com a boca cheia e eu olho para j**k, que está entretido demais em olhar para mim enquanto mastiga o lanche. No fim do intervalo Heather foi para a biblioteca, por conta da prova que teria sobre Língua Inglesa, e j**k e eu subimos as escadas. Ele terá aula de matemática e eu de literatura. E só pela minha aula de literatura j**k está insistindo para faltarmos. — Já perdi duas aulas por sua causa e, de qualquer jeito, terei aula com Hector. — Não estou dizendo para você faltar, só para ficar me beijando até a aula acabar — e não seria o mesmo que faltar? Eu admiro as ótimas capacidades de j**k de me fazer ficar confuso e irritado ao mesmo tempo, e é sempre quando estamos subindo as escadas. — Não, j**k. Já ficamos juntos o suficiente por uma semana. — Eu acho que ainda nem começamos. Você nem disse se quer namorar comigo. Porque eu não quero namorar com você. Agora só tinha que arrumar um jeito de dizer isso. — Ok — paro de subir e ele que está na minha frente, vira-se. — Só dois minutos de beijo. Nada mais. Um sorriso largo emerge em seu rosto, e ele desce, fazendo-me subir alguns degraus para eu ficar da mesma altura. Ele aproxima os lábios e me dá apenas um beijo na bochecha. O quê? — Só isso? — Sim, até você responder se quer namorar comigo. Por enquanto, apenas amizade. Cretino. Por quê cretino? Ele está certo, eu que estou em cima do muro sem conseguir terminar isso. — Preciso pensar — desvio o olhar em seguida. Na verdade eu não tinha que pensar, eu tinha que tomar coragem para fazer o que já estava querendo fazer. — Eu espero seu tempo. E, aliás — diz enfiando a mão no bolso do short e, em sequência, tira um papel —, fiz esse desenho para você. Agarro o papel e quando vou abrir j**k se eleva pelas escadas sem me esperar. — Não vai me acompanhar até à sala? — questiono, porém, j**k já estava longe. — Você está bem grandinho para isso, não? — por fim ele desaparece na curva da escadaria. Guardo o papel na mochila e subo também, só que sozinho. Após a última aula, caminho pelo corredor pouco iluminado do sétimo andar. Têm algumas pessoas na minha frente e algumas delas conversam com Hector sobre a semana de provas que irá acontecer no próximo mês. Lembro do papel que j**k tinha me entregado, então retiro a mochila do ombro e deslizo o zíper para a esquerda. Pego o papel e volto a mochila ao ombro. Desdobro cuidadosamente o papel ao instante que caminho. Primeiro vejo uma lua crescente colorida e um fundo escuro de estrelas. Ao redor da lua se estendem nuvens de tonalidade branco, azul-escuro e verde-escuro até a borda do papel. Passo a ponta de um dos dedos pelo centro da lua. Completamente encantado. A lua crescente está com seis tonalidades de cores, indo do verde mais escuro até o azul mais intenso. E dentro dela, em poucas riscas transparentes, o meu nome e o de Hector se encontram. “Angus & Hector”, leio mentalmente. Abro um sorriso envergonhado, por não ter entendido a mensagem que j**k queria passar. Sorrio outra vez olhando para Hector a minha frente, porém, rapidamente volto a olhar para o papel quando nossos olhares se cruzam, sem intenção, por um breve instante. Deslumbro o desenho por mais alguns segundos, mas não demoro a dobrar e colocá-lo no bolso. Acelero os passos ultrapassando Hector e os outros alunos. Dirijo-me para as escadas sem olhar para trás. Quanto mais me afasto, percebo as vozes ficarem mais distantes. ____∞____ Devagar, quase infernal, estoca uma segunda vez. Na terceira, os movimentos passam a ficar mais rápidos. Seis estocadas rápidas atingindo o fundo da minha garganta. Seu saco conseguiu bater algumas vezes no meu queixo. E com isso, quase acabei engasgando. Quando me solta por alguns segundos, posso respirar, só que novamente traz minha boca ao seu p*u. Esforço-me a tentar guiar os movimentos, mas Angus não deixa e penetra ainda mais fundo na minha garganta. Certamente ele está se vingando. Ao liberar finalmente minha cabeça, ele levanta os braços e apoia as mãos na parede oposta. Agora que posso guiar do jeito que quero, seguro o corpo do seu m****o com uma mão, enquanto a outra retiro de sua entrada à trazendo para o meu p*u. Inicio as sequências pesadas com a mão e com a boca. Erguendo os olhos, vejo-o se contrair na parede com a boca expelindo um gemido. Paro de repente de me punhetar e de chupá-lo. Conduzo dois dedos à boca e os levo para trás das coxas de Angus. Subo ligeiramente com eles até atingir suas nádegas e vou o penetrando aos poucos. Angus segura minha cabeça e outra vez faz eu chupá-lo. Meus dois dedos vão ficando mais profundos na medida que ele movimenta o quadril para f***r minha boca. Seus testículos voltam a socar meu queixo e, simplesmente, meus dedos entram por completo nele. Angus geme alto. Calmamente tiro os dedos, mas não enrolo e os introduzo de novo. Outra vez ele solta um grunhido. Continuo a penetração com o auxílio dos movimentos de seu quadril. Se ele fosse mais rápido, o penetraria com a mesma potência. Já se fosse devagar, usaria a mesma tática. Isso já poderia ser um modo de controlá-lo.
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