capítulo 6

1174 Words
— Oi, tudo bem? — disse uma moça de cabelos pretos e cacheados, se aproximando de Marina. — Oi, tudo. — Marina respondeu com um sorriso amigável. — Então, eu não sei se lembra, fomos apresentadas ontem, eu a Tiffany. — diz a moça. — Sim, lembro sim. — responde Marina. — Então eu vim até aqui saber se você quer almoçar comigo? A gente pode ir para a pracinha aqui do lado, o que acha? — pergunta a moça toda sorridente. — Claro, deixa eu só pegar minhas coisas. — Marina começa a se levantar, ao mesmo tempo, em que deixa o computador ligado, mas na função de digitar a senha para poder acessar. Então as duas saem da empresa juntas, mas em completo silêncio, e enquanto passavam por alguns colegas, eles olhavam com certo espanto, mas Marina ignorava completamente. Chegando na pracinha, encontraram um espaço afastado e debaixo de uma grande árvore se sentaram, Marina pegou sua marmita e viu Tiffany fazer a mesma coisa. — Então, faz muito tempo que você trabalha aqui? — Marina perguntou. — Tem um ano. Já vi tanta coisa nessa empresa, mas você sabe, somos obrigadas a assinar aquele termo de confidencialidade de não falar muito sobre a empresa. — Tiffany responde e em seguida coloca uma colher de comida na boca. — Termo de confidencialidade? — pergunta Marina, ainda um pouco confusa. — É, você também vai assinar daqui a um tempinho, se permanecer na equipe. — diz Tiffany forçando um sorriso por estar comendo. — Mas não se preocupe com isso. No começo eu sei que é muita coisa pra assimilar, mas depois o trabalho vai ficando cada vez mais fácil. — Espero que sim, porque já vi que algumas pessoas aqui não foram muito com a minha cara. — Marina comenta. — A Rebecca e a Chloe? — pergunta Tiffany apenas pra ter certeza. — Como sabe? — Marina diz colocando uma colher da comida na boca. — Primeiro, eu vi. Segundo que ela adota a mesma postura sempre que tem uma novata na equipe. Ela tem muito medo de roubarem a posição dela, mesmo sabendo que a função dela é totalmente diferente da nossa. — Tiffany revira os olhos. — Mas tenta também não focar muito nisso, porque esse é o jeitinho dela mesmo. — É, eu até estou tentando me acostumar. Mas vou pensar positivo, que no final vai dar tudo certo. — Marina diz esperançosa. — Como está indo o trabalho até agora? — Está sendo bem tenso e desafiador pra quem começou em dois dias. Mas eu já trabalhei numa empresa antes. — responde Marina tranquila. — Entendi. Mas a melhor dica que posso te dar é não levar as provocações e encaradas tão a sério porque isso é bem normal nesse tipo de ambiente de trabalho. O mais importante é nós nos apoiarmos e nos ajudar, tá bom? — Tá bom. Estou animada de ter uma amiga aqui. — Marina dá um sorriso para Tiffany, que corresponde. Depois disso, elas ficam um pouco em silêncio e Marina se lembra de que tinha que avisar sua avó que ficaria até tarde hoje, então pegou o telefone na bolsa e ligou pra ela. — Oi, mãe. — disse assim que ela atendeu. — Oi, filha. Aconteceu alguma coisa? — pergunta sua avó do outro lado, com preocupação. — Não. Na verdade, estou ligando para avisar que hoje eu vou chegar um pouco mais tarde, meu chefe pediu pra eu ajudá-lo na organização de um evento. — Explica. — Nossa, isso é ótimo! — diz sua avó, empolgada. — Vai dar tudo certo. Eu vou no mercado, então depois, aí você pode vir direto pra casa hoje. — Tá bom, mãe. Fica bem aí, viu. — Pode deixar. Boa sorte! Tchau. — Obrigada! Tchau. Marina encerra a ligação volta para onde Tiffany estava, mas pelo horário, ela já estava se levantando. — Vamos? — pergunta Tiffany. — Vamos sim. — Deu certo de falar com sua mãe? — Deu, sim, minha vó é toda preocupada comigo. — diz sorrindo. — Sua mãe é sua avó? — pergunta. — Sim, ela que me criou depois que eu perdi meus pais. — Sinto muito. — Obrigada. — Depois você me passa o seu contato pra gente conversar mais e quem sabe no finalzinho de semana, sairmos pra algum lugar!? — disse Tiffany. — Passo, sim, gostei muito de estar na sua companhia. — Marina disse sorrindo. — Eu também. E assim, elas entraram pela portaria da empresa de novo e retornaram ao seu trabalho. [...] Depois de ficar até tarde na empresa ajudando Gabriel, junto com Débora, Marina foi pra casa e como sua avó havia dito que ia ao mercado, Marina foi direto, mas hoje por conta de ter sido bem-sucedida nos trabalhos que realizou, ela teve que passar no mercado e levar uma garrafa de vinho para poder comemorar, Marina não era muito de beber, apenas em ocasiões especiais. Saindo do supermercado, no estacionamento, Marina viu de longe o que parecia um assalto, e deu um jeito de se apressar pra chegar no seu carro, e chegando já foi ligando ele, entrando e travando a porta; rapidamente colocou o cinto e deu partida. — Cheguei, mãe. — disse ela, assim que entrou em casa. — Oi, filha. — Sua avó logo apareceu. — O que é isso que você trouxe? — Eu tive que comprar um vinho pra comemorar. Eu fiz uma nova amiga hoje. — Que maravilha, meu bem! Eu te disse que tudo ia dar certo. — dona Edith diz e vai até Marina a abraçando. — Sim, mãe. Mas agora eu preciso de um banho, depois vou abrir essa garrafa. — diz e sua avó a solta. — Vai lá, filha. Vou te esperar para jantarmos. — dona Edith fala, pegando o vinho da mão de Marina e indo para a cozinha. — Tá bom. — Marina fala mais para si porque sua avó já tinha sumido de vista. Marina então vai direto para o seu quarto, deixa a roupa de serviço na porta do banheiro e toma seu banho. Ela sai enrolada na toalha e resolve vestir uma camisola para dormir hoje, depois pega sua touca de cetim e vai até o espelho penetrar seus cabelos e colocar a touca, para só depois ir pra cozinha jantar. Chegando lá, em cima da mesa tinha arroz, feijão e fricassê de frango. — Que maravilha. Estou faminta. — diz Marina e passa até o armário pegando dois pratos e uma taça. — Pior que eu também. — dona Edith diz rindo. — Vamos comer então. — Marina se senta. — Vamos, aí você aproveita e me conta mais sobre essa sua nova amiga. — diz e Marina concorda com a cabeça. Elas jantam num ambiente bem descontraído e divertido, mesmo apesar do cansaço de Marina, ela valorizava muito esses últimos momentos do dia com sua avó. Depois de jantarem e Marina lavar a louça, foram se deitar para descansar.
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