Capítulo 4

1046 Words
— Mas, mãe… — Marina diz, mas não consegue encontrar palavras pra recusar. — Mas nada! É pra você pegar. — Sua avó nem espera e já coloca a nota nas mãos de Marina, e ela confirma com a cabeça e si da cozinha, indo até o sofá, onde deixou sua bolsa e depois de pegá-la, Marina dá um tchauzinho para sua avó e sai de casa. Seu HB20 estava estacionado na porta de casa, então ela logo o destrava e entra, colocando o conto, dá partida rumo ao prédio Evas. Assim que Marina chega, é recebida por Débora, a secretária da portaria. — Bom dia, Marina! Como está? — Bom dia, Débora. Estou muito ansiosa. — Marina diz um pouco nervosa. — Nem percebi. Vem comigo. — diz a moça, sorrindo. — Não tem com o que se preocupar, e pode contar comigo pra qualquer coisa que precisar. — Obrigada! Débora então entrega um crachá para Marina com seu nome e sobrenome, e uma foto com a descrição do cargo. — Seja bem-vinda oficialmente a nossa empresa. — diz Débora. — Agora você pode subir, já sabe como funcionam as coisas. — Marina apenas concorda com a cabeça. Ela então sobe de escadas para o andar de cima, e vai indo logo para sua mesa, mas assim que passa pelo corredor, vê que Rebecca está a encarando, e Marina se sente um pouco incomodada com o incômodo dela com sua presença, e pensa que certamente se existir uma pessoa que pode arruinar sua reputação naquela empresa é a Rebecca, mas não iria permitir isso. [...] Marina passou a manhã toda concentrada nas suas funções que só viu seu chefe Gabriel quando ele passou com uns 3 homens de aparência duvidosa, e isso a incomodou e fez pensar em que ramo de negócios será que eles trabalhavam. Marina sempre foi muito cuidadosa com o estilo de empresa que trabalhava, então logo começou a refletir no dia anterior e depois de pensar muito, chegou a conclusão de que não deveria se preocupar e seguiu fazendo seu trabalho. Mais tarde, quando sua jornada de trabalho chegou ao fim, Gabriel a chamou em sua sala. Marina bate na porta, e espera que ele confirme que ela pode entrar, e quando ela abre a porta, vê ele sentado na mesa com uma postura autoritária, lhe deixando com um pouco de medo. — Mandou me chamar, senhor? — Marina pergunta um pouco receosa, e ele faz sinal com a mão para ela se sentar também. — Sim, Marina. Só queria saber o que você achou do seu primeiro dia. — Ah, eu gostei bastante, o ambiente da empresa é bem tranquilo. — diz. — Que bom, então te vejo amanhã. — Fala. — Sim, senhor. — Marina diz e começa a se levantar, mas é interrompida. — Por favor, para de me chamar de senhor. Estamos apenas nós dois aqui na sala, não precisa dessa formalidade toda aqui. — diz e faz um contato visual prolongado com ela. — Tá bom. — ela começa a se levantar. — Até amanhã, Gabriel. — Até amanhã, Marina. — ele fala e assim, Marina sai de lá fechando a porta. Dali, ela passa em sua mesa só para checar que não esqueceu nada para trás e logo desce para o andar da recepção, se despede de Débora e sai. Ela entra no carro e dirige até o mercado, onde faz o que sua avó pediu e compra filé de frango e um pé de alface, depois vai pra casa. — Cheguei. — diz Marina assim que entra pela porta da casa. — Oi, filha. Estou na cozinha. — dona Edith diz e no mesmo instante o cheiro da comida favorita de Marina, strogonoff invade suas narinas. Marina, um pouco confusa, deixa a bolsa em cima do sofá e segue com as sacolas até a cozinha. — Mas, mãe, a senhora não pediu pra eu passar no supermercado? — diz e aponta para as sacolas. — Sim, mas eu achei que o dinheiro não ia dar, então saí pra buscar, queria fazer um jantar especial pra você, pra comemorarmos seu primeiro dia de trabalho bem-sucedido. — Mais ou menos, mãe. — Marina fala deixando as sacolas em cima da pia, e sua avó a encara, enquanto ela se senta na mesa. — Já tem gente naquele lugar que eu não agradei. — Sério? — Sua avó pergunta incrédula. — Sim, a Rebecca ficou o tempo inteirinho me encarando. — Mas essas coisas acontecem. Não fica focada nisso, foca no seu serviço e no que o seu chefe pedir. — Sua avó aconselha. — Sim. Eu acho melhor eu ir lá tomar meu banho e depois venho arrumar minha marmita pra amanhã. — Marina se levanta. — Vai lá, filha. — dona Edith diz e vai até as sacolas, vendo o que sua filha trouxe e tirando de lá. Ela prepara uma panela para fazer o filé de frango, e já vai picando o alho e colocando óleo na panela, ela era uma avó muito dedicada e Marina era sua única neta, então fazia de tudo que podia para ajudá-la. Logo Marina desce, vestindo um pijama de panda de alcinha fina. — Mãe! A senhora não pode ficar fazendo as coisas tudo sozinha. — diz indignada. — Eu só queria te ajudar, já que você sempre fica com a louça. — diz dona Edith. — Eu sei. Obrigada. — diz e se aproxima de sua avó, lhe dando um beijo na bochecha. — De nada, minha filha. — ela fala com um sorriso. Depois que tudo ficou pronto, elas sentaram e comeram, e dona Edith aproveitou para dar mais conselhos para sua neta e logo depois foi se deitar, e Marina ficou sozinha na cozinha com a louça e a marmita para arrumar, refletindo nos conselhos que sua avó lhe deu, e tentou pensar positivo de que aos poucos ganharia seu lugar de respeito dentro da empresa, pois seu objetivo não é passar por cima de ninguém pra poder se dar bem e ficar famosa, só quer ser reconhecida e valorizada pelo trabalho que executa. Sabendo que não iria conseguir fazer mais nada naquela noite, Marina logo foi escovar os dentes e se deitou para dormir.
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