Professor de Matemática: Vou ficar bem, eu acho!
A professora de história, olha para ele e percebo que ela tem um brilho especial nos olhos. Havia tristeza, também, por causa da perda, visto que, a falecida, foi professora dela, naquela mesma escola.
Vou até com professora e falo.
Larih: Professora Sônia, preciso ir ao banheiro.
Sônia: Vá e volte logo, que eu já irei começar a aula.
Larih: Obrigada! - digo a ela.
Saiu pela porta, desco as escadas e vou em direção a área onde fica os banheiros e os bebedouros.
Assim que saiu do banheiro, lavo minhas mãos e vou tomar água, quando estou prestes a voltar para a sala Hugo vem em minha direção, passo por ele, que me puxa pela mão, me encostando na parede lateral onde fica a entrada e a saída do banheiros. Quando ele me puxa, fico sem reação e ele me beija, nossos lábios se encontram e me fazem perder o ar. Ele para de me beijar, abro meus olhos e ainda sem ar, olho em seus olhos, para entender tudo aquilo e, ele me fala.
Hugo: Larih, respira!
Quando ele me fala isso, percebo que estava a bastante tempo com a respiração presa, solto o ar e ele sai em direção ao banheiro, rindo, continua me falando.
Hugo: No intervalo, quero falar com você! Precisamos ter uma conversa séria.
Vou para à sala ainda com a cabeça zonza, pensando no que tinha me acontecido e anciosa para saber o que ele queria tanto falar comigo. Ele retorna para a sala, passando por mim ele me lança uma pisada de olho, fico encabulada com o que ele acabou de fazer e isso o faz rir, porque ele percebe que fiquei com as bochechas vermelhas.
Volto minha atenção para a professora e vejo Nailan, me olhar com uma expressão em seu rosto que foi indecifrável para mim, nunca tinha visto aquilo, nele.
A aula termina e vamos todos para o intervalo, quando vou chegando na quadra, vejo uma Pathy correndo para o banheiro e percebo, que ela está a chorar, fico imaginando o motivo de todas aquelas lágrimas.
Uma voz familiar se aproxima de mim, falando, olho na direção, de onde vem e vejo Hugo, vindo em minha direção.
Hugo: Aí está você!
Ele segura minha mão e me leva para uma área, que fica por trás da piscina, a essa hora lá não tem ninguém, de vez em quando o que se encontra é casal se pegando ali.
Nós nos sentamos, nos degraus que da acesso a uma sala onde se pratica judô,
ali ele começa a falar.
Hugo: Larih, nos conhecemos a bastante tempo e acredito que nossos sentimentos são recíprocos. Então acredito que está na hora de tentarmos, você aceita ser minha namorada?
Estava com uma garrafa de água na boca, sua pergunta me fez engasgar, não estava esperando por aquela pergunta.
Mas, quando lembrei do nosso beijo um pouco antes, percebi também, enquanto ele me beijava imagens em minha mente não formava. Antes do beijo, quando ele me puxou pela mão o vi chorar desesperado ao me ver inconsciente no chão, acredito que aquela imagem foi do dia do meu acidente.
Ao pensar em tudo em que nós dois passamos e por gostar dele também resolvi, nos dá a chance que ele está a me pedir.
Larih: Sim, aceito ser sua namorada, Hugo!
Com um sorriso enorme no rosto ele se levanta, estende as duas mãos para mim, fico relutante em pegar, porque não queria mais ver seu passado e nem do seu futuro. Então, decido segurar, em suas duas mãos ao mesmo tempo, assim que faço isso ele me puxa, fazendo eu ficar de pé e nós, nos abraçamos. O mais incrível foi que as imagens não formaram em minha mente quando nossas mãos se entrelaçam, o sinal toca ele me dar um selinho e sussurra em meus ouvidos.
Hugo: Vamos!
Ele segura minha mão direita e eu o vejo desapontado e triste comigo. Solto a mão dele e me abaixo para amarrar o sapato, ele fica me esperando. Quando me levanto ele estende a mão para mim novamente, seguro com minhas duas mãos e coloco sua mão ao redor da minha cintura e eu a minha mão em sua cintura também, ao fazer isso impedi que novas imagens se formavam em minha mente.
Só nos separamos quando entramos na sala, fui para meu lugar e ele para o dele, com um tempo depois, Pathy entra na sala os seus olhos estavam inchados. A observo indo para seu lugar e vejo, que Hugo mudou de banca e foi se sentar mais próximos do Dylan e do Ryan, ficando, assim longe dela. Quando ela percebi que ele, está longe, ela se senta e passa o resto da aula com a cabeça baixa.
Ao fim das aulas, vamos todos para a frente da escola Hugo e eu somos os últimos a chegar e Pathy nos ver chegando abraçados e me lança um olhar de ódio e inveja.
Luna nos ver e diz.
Luna: Até que fim, vocês dois tomaram uma atitude de se assumirem. Os nossos dois outros amigos se aproximaram de nós nos dando parabéns pelo namoro.
Pathy chega e fala.
Pathy: Quem diria que a Larih, iria aceitar seu pedido de namoro em Hugo?
Agora foi minha vez de falar.
Larih: Pathy e porque eu não aceitaria? Hugo é um cara incrível, qualquer garota que viesse a namorar com ele teria muita sorte. Felizmente ele que me escolheu, nesse caso a sortuda sou eu, né?
Falo e me dirigo a ele.
Que me puxa me dando outro beijo, bem na frente de todos. Os nossos amigos elogiam muito a nossa atitude e vejo uma Pathy me fuzilando com os olhos. A ignoro e dou um beijo na bochecha de Hugo, que me abraça!
A mãe de Pathy chega e ela vai embora, nos lançando um olhar de que deseja nos m***r. Um por um nosso amigos foram embora, inclusive o namorado de Luna.
Então, ficamos só nós três na frente dá escola, minha mãe foi a próxima a ir me buscar, antes de chegar no carro, ele me dar mais um beijo.
Vou, na direção do carro e vejo minha mãe nos olhando pelo o vidro, entro e ela diz.
Mãe: Quero explicações do que acabei de ver?
Larih: A única explicação que tenho a lhe dar é que estou namorando.
Ela me olha, surpresa e fala.
Mãe: Até, que fim, já sabia que isso aconteceria, mais cedo ou tarde e esse namoro está muito bem aprovado por mim é acredito pela família, dele também.
A primeira aula da semana acaba, voltarei para casa com minha mão, está na hora de saber o que se passa naquela casa, em ambos sentidos. Ela estaciona o carro na garagem e descemos, percebo que a casa de frios está fechada. Olho pra minha mãe e digo:
Larih: Voltarei para meu quarto no andar de cima! ela concencente e eu subo as escadas, indo em direção ao meu quarto, entro nele jogo minha mochila em cima da mesinha. Abro o guarda-roupa, pego uma roupa confortável e vou até meu banheiro para um banho, gostoso. Ligo, o chuveiro entro debaixo da água e começo a reelembrar o beijo que Hugo me deu e do pedido de namoro dele, fiquei toda arrepiada e contente, pois aquele era meu primeiro beijo. Mas o que me deixou confusa não foi pelo beijo e sim pelas cenas que não aparecerem em minha mente. Desligo o chuveiro, saiu do banho, me visto e desço a escada. Assim que vou descendo, escuto uma voz masculina muito irritada, dizendo que a comida está um lixo! Entro na cozinha e vejo o novo marido de minha mãe brigar que a comida está r**m, ele não me ver entrar, só percebendo minha presença quando falo.
Larih: Gosta de luxo é moço? Aqui não é restaurante e a comida de minha mãe, sempre foi muito gostosa! Além do mais, minha mãe é linda, pode ter o homem que quiser aos pés dela. Ela não precisa continuar com um lixo que nem você, que nem respeita os esforços dela, para lhe servir.
Padrasto ele olha pra mim, me fuminando com o olhar e diz: Voltou foi princesa, pensei que não ia mais sair do castelo de sua avó?
Larih: Você está pensando que está onde, em uma cabana? Aqui também é um castelo em relação aos muqifos em que você, morou. Antes de você entrar aqui eu já pertencia a este lugar, você que é o estrangeiro aqui.
Ele olha para minha mãe e pede dinheiro para almoçar fora!
Larih: Mãe a senhora não tem obrigação de está sustentando ele. Se ele quiser comer que coma a comida que a senhora fez, se a senhora der um tostão a este homem, ficarei contra a senhora.
Me viro para ele e contínuo.
Larih: Agora que estou de volta, estarei de olho em cada passo seu, se você pensa que ela é sozinha, está enganado. E cara f**a pra mim é fome, se não quer comer aqui, acredito que deva ter mãe também não é? Então vá comer na casa dela.
Ele sai com toda raiva, mas volta pra pedir a chave do carro a mainha, continuo a falar com ele novamente.
Larih: Vá no seu fusca, que a tarde minha mãe e eu iremos sair. Certo mãe? - Digo, olhando pra ela.
Mãe: Sim, tenho uma ultrassom, para fazer a tarde!
Ele sai bufando, pega a chave do fusca e vai embora. Nós duas almoçamos em silêncio e depois a ajudei com a limpeza da cozinha.
Mãe: A tarde preciso ir ao médico para fazer uma ultrassom, você poderia vir comigo?
Larih: Será um prazer lhe acompanhar e dividir a alegria desse irmão, tão amado que está chegando.
Ela me abraça e sinto um chute vindo de sua barriga, conversando com o barrigão, de minha mãe falo.
Larih: Irmãozinho, você vai ser jogar de futebol é? Se eu fosse uma bola tinha parado longe!
Minha mãe e eu rimos muito.
Fomos ao médico para a ultrassom
daí veio a notícia que de fato é um menino. Nós duas ficamos tão alegre, que nos abraçamos e choramos de emoção, em seu abraço, lhe pergunto.
Larih: A senhora já escolheu um nome, para ele?
Sorrindo, diz que ainda está pensando! Mas, que se eu tivesse alguma sugestão de nome eu poderia dar minha opinião.
Descemos as escadas, da sala de ultrassom que ela usou, a uma clínica médica era especializada em ginecologia e obstetrícia. Assim que chegamos em baixo, ela foi a recepção para marcar sua volta ao obstetra e fiquei surpresa quando ela marcou ginecologista para mim, no mesmo dia da consulta dela.
Enquanto a recepcionista agenda nossos nomes ela olha para mim e fala.
Mãe: Agora que você está de namorado é hora de visitar um médico que irá he ajudar nessa sua nova etapa de vida e eu estarei com você, durante sua sessão, pois quero acompanhar de perto em todos os sentidos esse seu namoro.
Olho pra ela e digo.
Larih: Mãe, comecei a namorar hoje!
Mãe: Eu sei, mas é necessário você estar preparada e entender certas coisas.
Olho para a atendente que me ver ficar vermelha e fala.
Atendente: Sua mãe, tem razão, em se preocupar, mesmo que seu namoro seje recente, tudo pode acontecer entre dois jovens, que estão na flor da idade.
Minha mãe olha para a atendente e fala.
Mãe: Não é?
A atendente rindo, fica do lado dela e diz a consulta das duas está marcada para daqui a quinze dias.
Fomos a umas lojas de roupas para bebês e compramos um enxoval inteiro, bolsa maternidade, banheira e berço. Saímos das lojas satisfeitas com as compras, o berço seria entregue em três dias úteis.
Fomos para casa ao chegar, percebemos que o i****a ainda não tinha aparecido. Entramos guardamos o enxoval no quarto dos brinquedos, para que o meu padrasto não visse, já que ele não entrava ali.
Ela foi para seu quarto, para descansar um pouco do passeio que fizemos. E eu fui para o quarto fazer o dever e estudar um pouco!
Às seis da noite jantamos, lavamos os pratos e nada do padastro voltar. Minha mãe foi para a sala de TV assistir às novelas dela eu dei boa noite e fui me preparar para dormir.
Tomei banho, escovei meus dentes vesti uma camisola e fui para meu quarto. Botei o relógio para marcar seis da manhã, desliguei a lâmpada e fui dormir. As duas da manhã acordo com movimentos dentro do quarto, como a lâmpada estava apagada eu via só vultos, correndo pelo meu quarto. O ignoro e um deles vem puxar minhas pernas por baixo do meu lençol.
Daí eu gritei: Não permito que vocês me toquem, assim que eu disse isso, um outro vulto veio fazer o mesmo que o primeiro, só que esse não esperava pelo choque que passaria por todo seu corpo. Ouvi um grito de dor vindo por parte dele o ignorei e voltei a dormir.
Pegos de surpresa eles decidiram me deixar dormir, só por hoje.
Acordo com o som do despertador, olho a hora e desligo aquele barulho. Me levanto tomo meu banho, coloco a farda da escola sobre meu corpo. Tomo meu café e entro no carro, desço e suspiro fundo, porque hoje ajudarei mais um espírito a se despedir e se seguir para o outro lado espiritual.
Entrei na escola, o sinal toca, os professores anunciam , menos a turma 1, todos os outros para suas salas, todos saem e nós ficamos a guardando a próxima ordem. Assim que todos saem, somos direcionados a capela, para a missa de sete dias de seu falecimento. Todos entramos na capela, o professor já estava lá, fui a última a entrar, e de imediato senti um arrepio vindo pela espinha das costas. Quando entrei na capela, fora o espírito da mãe do professor que já estava lá, vi mais dois espíritos todo desfigurado. Fiz o que podia para eles não perceberem que eu os estava vendo, mas logo eles irão descobrir que os vejo, por conta da mãe do professor. Me sento na primeira banca ao lado do professor e do espírito de sua mãe, ela sussurra em meu ouvido: obrigada por vir! Daí volto para ela e digo: Farei o que estiver ao meu alcance para consolar seu filho e a senhora poder descansar em paz. Mas isso só ele pode fazer, a não ser que ele seja espírita e eu possa ir direto ao assunto. Caso esse não seja o caso, então terei que apenas dizer algumas palavras de consolo, o professor se vira e me pergunta.
Professor: Você falou alguma coisa?
Larih: Não! Estou apenas rezando.
Ele, me ignora e volta para, sua própria reza.
Ela olha para mim, assentindo com a cabeça e volta sua atenção, para seu filho. Quando viro a cabeça para minha direita, vejo um dos espíritos desfigurados, sentado ao meu lado me olhando. O olhar dele se cruza com o meu e ele percebe que o estou vendo, ele pula do banco e vai na direção do outro pra contar a novidade. Os dois se aproximam se abaixam e ficam me olhando, como não dá mais para disfarça, permiti que eles soubesse que eu os estava vendo. Eles tentavam me tocar e eu os afastava, um deles se sentou perto de mim pra tentar me tocar. Daí antes que ele tentasse me tocar, ia dizer que isso só seria possível se eu permitisse. Mas antes de sair qualquer palavra da minha boca ele me tocou, saiu pulando e gritando de dor. O outro ficou olhando para ele e olhou para mim sem entender, coloquei minha mão no rosto e o balancei, segurando um riso. Me dirigi ao outro que estava na minha frente e fiz um gesto com o dedo, para ele se aproximar, em sussurro lhe digo: Você só pode me tocar se eu permitir, como não permiti que ele me tocasse, apontei para o outro que pulava e gritava ainda: levou um choque!
O espírito que estava na minha frente se levantou e foi até o outro e começou a rir dele e ele dizia: doeu, pensei que ia acender feito uma lâmpada quando senti o choque.
Quando eu ouvi aquilo, me deu uma vontade de rir tão grande, que nem percebi o Nailan do meu lado. Ele sussurra no meu ouvido e diz: esses são espíritos zombeteiros eles são iguais os que você tem no seu quarto. Daí entendi o que se passava no meu quarto, pergunto a ele, e qual a função deles aqui?
Nailan responde - pregar peças nas pessoas, eles podem mover objetos, alguns acabam até as machucando.
O padre entra na capela pra da início a missa de sete dias, ao terminar já era quase a hora de irmos para casa, aí como não tivemos intervalo eles nos deram depois da missa acabar, todos saíram da capela, exceto o professor e eu!
Assim que ficamos a sós, ele ainda permanecia sentado ao meu lado. Depois de um tempo ele se levanta e eu digo: professor, preciso conversar uma coisa com o senhor.
Larih: O senhor poderia me ouvir?
Ele olha pra mim se senta e diz: Estou ouvindo!
Me lembrei de ter ouvido aqueles meus amigos, que eles conheceram o tabuleiro Ouija por aquele professor, então cheguei a conclusão de que ele era espírita.
Daí perguntei: O senhor acredita no espiritismo?
Ele me responde: Frequento o centro espírita desde a minha adolescência, porque a pergunta?
Porque será mais fácil para mim entra no assunto. Poderia enrolar pra poder chegar ao que quero mas, irei direto ao ponto. Segundo meu guia espiritual, sou médium!
Ele olha para mim sem acreditar e diz: Porque você está me dizendo isso?
Se não fosse pelo pedido de sua mãe Maria Dolores de Mendes Sá, não estaria me expondo assim.
Ele me olha e diz: minha mãe?
Sim - eu lhe respondo!
Para que você pudesse acreditar no que estou lhe falando ela me revelou algo que só você e ela sabe.
Quando ela estava internada, para o tratamento do câncer durante os últimos minutos de vida dela, você estava tão cansado que dormiu segurando a mão dela. Ela disse que seu sono foi tão, profundo que você não conseguiu ouvir o aparelho de batimentos cardíacos e só acordou após a enfermeira entrar para ver como ela estava.
Ele ficou maravilhado com o que eu estava dizendo, e eu continuei: Ela mandou lhe dizer que você não deve se sentir culpado, por ter dormido enquanto ela dava seu últimos suspiro. Mesmo você não percebendo que o espírito dela não estava mais em seu corpo, mas ela estava ao seu lado, tentado lhe passar a mensagem de que estava bem.
E que ela só poderia atravessar tendo a certeza de que você ficará bem!
Ele olha para mim e diz: Diga à ela, no meio de suas palavras eu o interrompo.
Diga você isso a ela mesma, porque ela passou a missa toda, até agora sentada ao seu lado, apontei para o lugar ao lado dele. Onde ele via vazio, mas eu via a mãe dele, que me olha com lágrimas nos olhos me agradecendo e muito.
Ele começa a dizer: Mãe estou bem, vou ficar bem, então a senhora pode ir em paz!
Ela me pede para dizer que ela já partiu! Mas diz que só vai em paz, sabendo se um dia ele vai se casar e terá filhos. Olho para o Nailan que continuava sentado, só observando toda aquela história. E lhe digo: Sei que você me disse, para não interferir na vida dos humanos em relação ao futuro, mas você nunca me disse que eu não poderia ver, certo?
Ele me olha e balança a cabeça dizendo sim, continuo: Então me diga como fazer!
Ele me manda segurar a mão direita do professor com a minha esquerda e assim eu faço. Vejo, o professor casado e com dois filhos um menino e uma menina, sua esposa era uma das professoras daquela escola, antes disso vejo, ela vir até ele para o consolar. Ela era nada mais, nada menos minha professora de história e ele é professor de matemática.
Ele olha para mim e me pergunta: Você está bem?
Digo que sim - Menina você me deu um susto do nada te vi quase sem cor, pensei que ia desmaiar. Olhei para ele e disse: isso foi um pedido de sua mãe, pra ela ter certeza de que quando ela fizer a passagem, você ficaria bem mesmo. Ele me olha e me pede desculpas: Minha mãe sempre foi muito preocupada comigo, por mim ainda ser solteiro.
Do nada eu solto: E isso será por pouco tempo. Me viro para Dona Dolores, o que a senhora quis saber lhe dou dois sim. Então a senhora pode ir em paz, de onde a senhora estiver poderá até ver isso acontecer, certo Nailan?
Ele balança a cabeça me dando um sim. Dona Dolores me olha e pergunta: Quem é esse jovem ao seu lado, o qual o vejo sempre respondendo a suas perguntas?
Eu digo: Ele é Nailan meu guia espiritual, quando resolvo os problemas dos espíritos desencarnados, geralmente ele quem os acompanha até o outro lado. Então o que posso lhe dizer é que sua carona chegou, aponto para o Nailan que se levanta. E vira sua atenção para Dona Dolores e diz: Pronta para ir? Ela lhe diz um sim e os dois desaparecem.
Até aquele momento o professor que ficou só calado me observando, falar com os espíritos diz: Então minha mãe partiu? E eu digo: Sim! Mas lhe digo mais uma coisa: o guia espiritual que levou sua mãe até o outro lado ele é, meu orientador, ele me diz pra não interferir no futuro e nas escolhas dos humanos comuns a mim. Estava esperando ele sair só para te dizer uma coisa, que eu vi no seu futuro. Uma das professoras se aproximará de você para tentar lhe confortar, aceitar o conforto dela é uma escolha sua. E digo professor posso lhe pedir um favor? Ele diz: Pode!
Por favor não fale aos outros o que o senhor presenciou aqui sobre mim, sobre eu ser médium, principalmente para aquela turminha que vivi atrás do sobrenatural. Cedo ou tarde serei descoberta, mas enquanto mais eu adiar isso, será melhor, para todos nós. Até, porque estudo em uma escola católica, que tem muito sangue em suas mãos, principalmente de mulheres, com o título de bruxas. Ele assente com a cabeça mas diz, quero que você me diga depois, desde quando você é médium?
Eu dou um combinado a ele e saiu da capela, no meio do caminho, praticamente esbarro na professora de história, eu a observo a entrar na capela. E em meus pensamentos eu digo: E aí começa mais uma história de amor.
Minha mãe chega e vou para casa e com a mesma rotina diária. Meu padrasto? Sempre me evita, mas, quando ele vem tentar desmoralizar minha mãe é quando ele não consegui me evitar, porque eu bato de frente.
Essa noite ele chega na sala e diz que nós três iríamos sair, que a mãe dele quer nos conhecer. Minha mãe e eu nos arrumamos e vamos, para esse passeio inusitado. Ao chegar na casa de sua mãe, fomos muito bem recebidas, nem parece que aquele troglodita saiu de dentro dessa doce mulher. Mas daí entra o pai dele, que me faz compreender de onde veio a personalidade dele, oh homem esquisito. Mas ele é gentil conosco e pergunta: Qual é o nome de vocês e você está com quantos meses?
Mãe: Estou com cinco meses.
A mãe dele pergunta: E o nome já escolheu? Ela diz: Yago! Eles acharam o nome muito bonito, claro fui eu quem a ajudou a encontrar esse nome. Almoçamos, na casa daquela senhora e a tardinha fomos ao bar do irmão dele, quando entramos no bar identifiquei na hora, a visão que tive do meu padrasto com outras mulheres. Ou seja os encontros dele com suas amantes se iniciava ali, o irmão dele foi até legal comigo, mas, senti um tipo de falsidade vindo por parte dele.
Minha mãe falou para o namorado, que não poderíamos demorar, porque eu teria aula no dia seguinte.
Daí ele diz: O que que tem da menina perder um dia de aula? Ela poderá se divertir um pouco hoje.
Comecei a olhar ao redor e só vi homens e mulheres bebendo, do nada entrou uma mulher que eu a reconhece de ser uma de suas amantes. Vi, quando ela olhou em nossa direção e percebeu a barriga da minha mãe. Começou a se aproximar de onde estávamos, e perguntou: Você está de quantos meses?
Mãe: 5 meses! A mulher, olha para seu amante, que o faz até perder o tom de sua pele. Quando aquela mulher volta a abrir a boca, me levanto e a puxo pela mão, vejo que ela não só tem Gilson de amante, ela tem outros homens. Pois o que ela quer é homem para bancar, ela se solta e me olha dos pés a cabeça e você quem é? - diz ela me olhando com desdém. Sou a filha mais velha daquela mulher grávida, eu sei que você é amante dele. Se você disser, mais uma palavra que afete o sossego da minha mãe e cause, algum sofrimento ao meu irmão que está no ventre dela, você não irá gostar do que farei com você.
Sei, que o que você quer é homem com dinheiro pra lhe bancar. O homem que está sentado ao lado de minha mãe não tem nem onde cair morto, porque ele não trabalha. Aquele carro ali fora, aponto para o carro é da minha mãe, o que pertence a ele é um fusca amarelo, caso você já o tenha visto.
Se você quer continuar com ele, continue só não venha prejudicar a minha mãe, porque se fosse por mim já tinha colocado ele para correr. E pode ter certeza que ele não deixa ela, porque é ela que banca ele, traduzindo para que você entenda eu digo. Ele é sua versão masculina, oportunista e sem caráter nenhum.
Ela me fuzila com os olhos e se senta em uma mesa afastada, vou até a mesa onde minha mãe e meu padrasto me observava o tempo todo, com aquela mulher.
Me direciono para ele: - levante sua b***a dessa cadeira e vamos embora, minha mãe está grávida de um filho seu, ela não pode pegar nenhum resfriado no estado em que ela está. E amanhã eu tenho aula, já passei quinze dias sem ir para a escola, não posso deixar de ir nem mais um dia!
Ele se levanta de imediato, entrega a chave do carro a minha mãe e nos manda entrar enquanto ele vai falar com o irmão dele, tomo a frente dá minha mãe e pego a chave para tocar a mão dele e ver, o que de fato ele vai fazer. Daí o vejo ele se aproximar daquela mulher, mas ela o chama de pobretão e manda ele sair da vida dela.
Ele sai bufando, quando entra no carro ele me olha pelo retrovisor, acredito que ele venha me perguntar o que eu falei a ela.
Chegamos em casa, subo com minha mãe as escadas que dá acesso a nossos quartos. Minha mãe entra no dela e não percebe quando aquele homem aparece no corredor e vem até mim.
Ei garota espera um minuto aí - diz ele! Paro e espero o que ele tem a me dizer. Ele me olha e, o que você falou para aquela mulher?
Eu disse que você é a versão masculina dela, oportunista e sem caráter nenhum! Ele me olha e diz: O que você quer dizer com isso?
Ela não tem só você como amante, ela tem outros homens, ela é do tipo que vai atrás da conta bancária de homens otarios que nem você. O que foi levou um fora dela, foi? Daí ele diz eu não tenho amantes, só quero sua mãe - diz ele e a conta bancária, dela né? Eu pergunto em tom de ironia.
Ah e aquela mulher lá, sabe, que você é sustentado pela minha mãe, e ainda disse a ela que por mim, já tinha te colocado para correr, daqui. Mas que isso só minha mãe poderá fazer!
Ele me lança um olhar de fúria e vai direto para o quarto. Entro no meu pego meu, pijama e vou para o banheiro, tomo meu banho, escovo meus dentes. Quando olhei para a porta do banheiro vi uma sombra, por trás da porta quando eu abro o corredor já estava escuro e eu vi a sombra entrar no quarto da minha mãe.
Foi imaginação minha ou ele estava me vigiando tomar banho? Se eu pego ele fazendo isso, não vai ser bom para ele.
Entro no meu quarto e fecho a porta de chave, não tinha visto o Nailan atrás de mim, acabo tomando um susto, ele me olha, você está bem?
Fora o susto que você me deu, estou sim e abro um sorriso pra ele. Tenho só uma pergunta pra lhe fazer!
Faça então:
- Você irá me proteger só dos espíritos ruins, ou também dos humanos ruins, falo isso me lembrando dos episódios com meu padrasto, até aquele momento.
Ele diz:
- Tudo que eu puder fazer por você eu farei, irei lhe proteger dos espíritos, quanto aos humanos não os posso machucar, mas eles mesmos acabam se machucando. Vou tentar te proteger dele da melhor maneira possível, sem toca-lo.
Entendi, então preciso ter cuidado com ele também.
Nailan qual o sentindo, porque eu vim para essa época, como, médium e ainda, tenho que me preocupar com a maldade, do Gilson.