RAFAELA NARRANDO Quinze dias se passaram… e, para a minha sorte, Tigre não ficou no morro nesse tempo. Bom… sorte até certo ponto. Quando saí do hospital no dia seguinte, ele fez questão de me lembrar quem manda… e onde é o meu lugar. Não precisou de muitas palavras. Ele nunca precisa. Depois disso, me mandou voltar ao trabalho mesmo cheia de dor, o corpo ainda marcado, e partiu para o Alemão como se nada tivesse acontecido. Desde então… há quinze dias eu respiro sem aquele peso constante no peito. Sem o medo grudado na pele o tempo todo. Consigo dormir algumas horas seguidas. Consigo acordar sem o coração disparado. Sem precisar olhar para a porta a cada segundo, esperando ele entrar. O medo não foi embora… ele nunca vai embora de verdade. Mas, pela primeira vez em muito tempo… el

