Samantha POV A manhã chegou cedo demais. Ou talvez eu simplesmente não tenha dormido de verdade. Abri os olhos antes do despertador, encarando o teto do quarto como se ele pudesse me devolver alguma resposta. Doug respirava tranquilo ao meu lado, alheio ao redemoinho que havia se formado dentro de mim desde a noite anterior. Observei o contorno do rosto dele por alguns segundos, tentando me ancorar naquela imagem — no homem que escolheu me perdoar, na vida que reconstruímos com cuidado, peça por peça. Era isso que eu precisava proteger. Levantei devagar, sem fazer barulho, e fui até o banheiro. A água fria no rosto não levou embora a sensação incômoda no peito. Enquanto me arrumava diante do espelho, tentei ser racional. Tentei me dizer que tudo não passava de medo. De trauma antigo.

