SAMUEL’S POV Sentei-me na beira da cama, soltando um suspiro carregado de raiva e cansaço. Peguei minha guitarra e comecei a dedilhar suavemente, deixando que as notas fluíssem como uma distração necessária. Eu não queria pensar. Não queria sentir. Só queria ignorar tudo — e todos. O som da porta se fechando atrás de mim indicou que minha mãe, Samantha, ainda estava ali. Eu sabia que ela esperava algo, mas fingi que não percebia. — O que você está fazendo? — ela perguntou, a voz cortando o silêncio como uma faca. Sem levantar os olhos, continuei tocando. — Tocando. Samantha deu um passo à frente, cruzando os braços, e falou, agora irritada: — Você não pode fazer isso comigo. — Não estou fazendo nada com você — respondi, ainda sem parar de dedilhar. — Está, sim — ela rebateu, o tom

