LILY THOMPSON POV O salão ainda ecoava com a última música da banda. As luzes piscavam em tons de dourado e azul, casais dançavam, e o cheiro de ponche doce e flores artificiais pairava no ar. Eu tentava respirar fundo, ainda digerindo tudo o que acabara de acontecer — a canção, as palavras de Samuel, a forma como ele me olhou no palco. Aidan se aproximou, segurando dois copos de ponche. — Tá tudo bem, Lily? — ele perguntou, os olhos cheios de preocupação. — Tá, claro — respondi, tentando disfarçar a confusão dentro de mim. — Quer mais ponche? — Acho que quero, sim. Ele me entregou um. Bebi. Tinha gosto mais forte que antes — metálico, quase —, mas eu estava com sede, a música alta, e não queria pensar nos dedos do Samuel no pedestal do microfone. Aidan continuava trazendo ponche.

