SAMUEL BROWN POV Fiquei no carro com o motor desligado, as mãos ainda apoiadas no volante, olhando para a fachada da casa como se ela pudesse me devolver alguma resposta. O silêncio dentro do carro era pesado, denso, quase ensurdecedor. Eu ainda sentia o cheiro dela — perfume misturado com algo doce do Museum of Ice Cream, com vento frio do lago, com palco, com coragem improvisada. O dia inteiro passava em looping na minha cabeça. Lily rindo com o rosto sujo de sorvete. Lily andando pelo Navy Pier como se o mundo não tivesse peso. Lily cantando no Gallery Cabaret como se tivesse nascido para aquilo, mesmo jurando que não. E, acima de tudo, Lily me olhando daquele jeito no carro, segundos antes de descer. Aquele quase beijo. Meu corpo inteiro quis avançar. Meu instinto gritou para p

