LILY’S POV A luz pálida do amanhecer invadia o quarto do hospital, filtrada pelas cortinas desgastadas, criando um ambiente meio fantasmagórico, meio reconfortante. Meus olhos piscavam pesadamente enquanto eu me ajustava ao espaço ao redor, minha mente ainda lenta, como se estivesse presa em algum tipo de nevoeiro. A sensação de boca seca e fome se intensificava à medida que eu despertava completamente. O peso do que tinha acontecido na noite anterior começou a me atingir aos poucos, trazendo uma mistura de culpa e vergonha. Eu odiava essa sensação de não ter controle, de ter perdido o controle. Ao meu lado, Samantha, minha madrasta, estava cochilando em uma cadeira desconfortável. Parecia exausta, como se tivesse ficado acordada a noite toda, velando por mim. A imagem me trouxe um apert

