SAMUEL BROWN POV O vento frio de Nova York me atingiu no segundo em que desci do avião. O cheiro da cidade era inconfundível — uma mistura de asfalto, café, poluição e pressa. Sempre ouvi dizer que Nova York nunca dorme, mas estar ali, sentindo o concreto pulsar embaixo dos meus pés, me fez perceber que ela também nunca para de respirar. Ao meu lado, Samantha andava a passos largos, com o celular na mão e os olhos brilhando como se estivesse pisando num tapete vermelho. — Samuel, olha isso! — ela exclamou, apontando para as janelas envidraçadas do aeroporto. — Não é incrível? É aqui, filho. É o seu futuro! Dei um meio sorriso sem muito entusiasmo e ajeitei a alça da mochila no ombro. — É, incrível mesmo. Ela ignorou meu tom desinteressado — como sempre — e continuou falando sem para

