Drake Colombo Saí do restaurante com o lacre no bolso e a sensação cortante de que a máquina havia sido acionada. No carro, o ritual técnico aconteceu em piloto automático: laptop em mãos, conexão isolada, verificação do hash, selo digital, cópias redundantes, cada clique um passo para transformar rumor em fato irrefutável. Era metódico, frio, eficaz. Mas a técnica não fechava a garganta que queimava dentro de mim. E então a imagem invadiu tudo: não mais um arquivo, mas um filme em câmera lenta que eu não conseguia desligar. Vi Barbara Rosse sorrindo caminhando pelo corredor, um sorriso largo, calculado, tão cheio de arrogância que doía. Quando Anna sai do banheiro e a encontra, erguendo a cabeça, respondendo com dignidade. Vi o movimento curto, preciso, como quem executa um golpe ensa

