Drake Colombo Barbara Rossi entrou com a confiança meticulosamente ensaiada de quem acredita estar imune a consequências. — Senhor Davenport, mandou me chamar? — perguntou, o tom profissional, quase doce. — Sim. Sente-se, senhorita Rossi. — respondeu Quinlan, indicando a cadeira diante da mesa. Ela se aproximou, e o perfume dela se espalhou pelo ar, forte, invasivo, como se tentasse dominar o ambiente. Mas quando seus olhos encontraram os meus, a cor sumiu do rosto dela. O impacto foi imediato. Um reflexo involuntário de quem vê um fantasma onde esperava aplausos. — Drake... — sussurrou, com um espasmo de nervosismo na voz. — O que está fazendo aqui? Um sorriso leve curvou meus lábios, o tipo que precede o abismo. — Senhorita Rossi, nos encontramos de novo. Ela engoliu em seco e

