CAPÍTULO 112

1434 Words

Drake Colombo Segurei o celular por alguns segundos, o polegar pairando sobre o botão de atender. O nome dele brilhava na tela como uma ordem silenciosa Dario Colombo. Não era medo. Era respeito. Mas com meu pai, essas duas coisas às vezes se confundiam. Respirei fundo e atendi. — Boa tarde, pai. Tudo bem? — minha voz saiu firme, mas eu sentia o peso da tensão na nuca. Do outro lado, silêncio. Por alguns segundos, só o som distante da respiração dele. E então veio a voz, grave, pausada, carregada daquele sotaque que nunca o abandonou completamente. — Drake... — pronunciou devagar, com o “r” rolando no fim. — Estou bem. Mas precisamos conversar. Assim que sair da empresa, venha à mansão. Vai jantar comigo hoje. Endireitei o corpo na cadeira, como se ele estivesse à minha frente.

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