Anna Winslow Foi aí que algo dentro de mim se acendeu. Um lampejo de lucidez no meio do caos. — Eu pertenço? — perguntei, arqueando a sobrancelha e forçando meu corpo até virar, empurrando-o para trás. Num movimento rápido, inverti nossas posições e me coloquei por cima dele. Drake abriu um sorriso enorme, selvagem, me vendo daquela forma. — Então me diga, senhor Colombo… você me pertence? — sussurrei contra os lábios dele, minhas mãos deslizando pelo peito coberto pela camisa, ainda arfando, os dedos percorrendo o caminho até a cintura. Ele riu. — Eu não pertenço a ninguém, querida. Mas por essa noite… — os olhos dele brilharam, famintos — Posso ser seu. Um cafajeste até o osso. Pior do que eu imaginava. E ainda assim, a maneira como ele me olhava, como se fosse capaz de me devorar

