Anna Winslow O ambiente parecia pulsar. O som frenético das teclas, o desfile ininterrupto de códigos nas telas, os alertas vermelhos piscando como sirenes silenciosas… tudo parecia me engolir. Eu não estava diante da máquina, não tinha acesso direto ao sistema, mas meu corpo inteiro reagia como se estivesse. As mãos suavam, o coração martelava em um ritmo impossível de controlar, e cada novo alerta parecia repercutir dentro do meu peito como um eco de pavor e urgência. Eu queria ajudar. Eu precisava ajudar. Mesmo de fora, minha mente corria veloz, montando peças invisíveis, tentando adivinhar movimentos, buscar brechas. Mas não podia mostrar demais. Não ali, não naquela sala cheia de olhos atentos. Cada palavra m*l colocada poderia custar caro. Eu precisava ser contida. Eu precisava me

