Drake Colombo Assim que parei o carro em frente ao prédio de Anna, fiquei alguns segundos olhando para o alto, observando as janelas iluminadas. A noite estava fria, mas dentro de mim havia um calor estranho, um incômodo que eu não sabia nomear, talvez ansiedade, talvez desejo. Peguei o celular e digitei sem pensar: — Desça. Estou em frente ao seu condomínio. Sorri sozinho ao ver o contato salvo como Furação, um apelido que sempre me faz lembrar dela. Então deixei o aparelho sobre o painel e apoiei os cotovelos no volante, observando o movimento ao redor antes de sair do carro. O tempo parecia se arrastar. Dez minutos se tornaram uma eternidade. E então ela surgiu. A porta do prédio se abriu, e por um segundo, eu me esqueci de respirar. Anna desceu os degraus com passos firmes, eleg

