Anna Winslow — Então é assim que funciona agora? — a voz dele saiu baixa, carregada de nervoso. — Aceitando presentes do meu irmão em pleno trabalho. Não bastava ser atrevida, tinha que ser conveniente também? Senti o sangue subir à cabeça. O coração disparado, mas um sorriso teimoso brotou nos meus lábios. — Não se trata de conveniência, senhor Colombo. Seu irmão apenas demonstrou algo que o senhor nunca soube: gratidão. Ele avançou um passo. Depois outro. A cada movimento, o ar parecia mais denso, e eu quase sentia o calor do corpo dele me cercando, sufocando. — Gratidão? — rosnou. — Não seja ingênua, Anna. Você acha mesmo que um colar desses foi dado por… gratidão? Meu sorriso se ampliou, carregado de desafio. — Não me interessa a intenção dele. Mas sei reconhecer respeito quando

