Drake Colombo Perdido. Foi exatamente assim que me senti ao sair da empresa depois daquele maldito beijo em Anna. Descontrolado, intenso, como se tivesse esquecido quem eu era por um instante. Eu que sempre fiz da disciplina meu escudo para não deixar uma mulher atravessar minhas barreiras como se fosse vidro fino. Nunca fui o tipo que quebra regras. Sempre tive controle absoluto, da empresa, da minha vida, de tudo. Mas nos lábios dela não havia controle algum. Havia fogo. Havia desejo. Havia perigo. E eu sabia que precisava me afastar antes que aquilo me consumisse inteiro. Peguei o carro como quem foge de si mesmo. Acelerei sem rumo, tentando calar o peito em chamas, até que a lembrança veio: a Ricci. A boate que estaria aberta, cheia, barulhenta. Luzes, corpos, bebida. Tudo que eu

