Anna Winslow Assim que entrei no apartamento com a Camilla, senti o peso da noite desabar inteiro sobre mim. O carro de Samuel já tinha ido embora, e o som das chaves tilintando na minha mão foi o único ruído que quebrou o silêncio espesso do apartamento. A babá já estava de pé, com o casaco dobrado no braço e aquele sorriso educado que tentava, sem sucesso, esconder o constrangimento. Bastou um olhar para eu entender, ela tinha visto. As marcas estavam ali, visíveis, gritantes, espalhadas pela pele como lembranças que não pediram para existir. — Ela dormiu faz uns quarenta minutos — avisou baixinho, evitando meus olhos. — Jantou direitinho, ouviu a historinha e apagou. — Obrigada, Jess. — murmurei, devolvendo um sorriso sem graça. — Pode ir descansar. Ela assentiu rapidamente e saiu,

