Drake Colombo Alguns minutos depois, o carro finalmente começa a desacelerar. Mas, para meu espanto, ele para exatamente em frente ao prédio onde moro. Curioso… pensei, descendo do táxi após pagar a corrida, franzindo a testa. Cada passo meu ecoava na calçada silenciosa, e uma parte de mim já se irritava com a calma que a situação tentava impor. Não havia sinal dela. Nenhuma sombra, nenhum vestígio de passos apressados. Nada que indicasse que alguém havia passado por ali. Nada, exceto um pedaço de papel preso no para-brisa. O cheiro… um aroma adocicado, doce e ao mesmo tempo provocante, invadiu minhas narinas assim que abri a porta. Inconfundível. Ela. Minha ladra de carros maldita. Peguei o bilhete com mãos firmes, quase como se estivesse segurando um troféu de desafio, e li a letra c

