capitulo 15

1358 Words
Acabei apagando novamente de tanto chorar, quando acordei Senti o cheiro conhecido, abrir meus olhos, eu estava muito frágil e fraca ainda, vi o JP encostado na cama segurando a minha mão e chorando baixinho. Rosa: JP... - ele levantou limpando as lagrimas rápido, e sorriu pra mim - percebi que ele estava limpo provavelmente já havia tomado banho, do lado do seu olho esquerdo estava roxo ,assim como a sua boca estava com marcas de que avia levado um murro a pouco tempo JP: Oi meu amor... que bom que você acordou ,como se sente ? Rosa: psicologicamente ou fisicamente ? JP: Os dois. Rosa: morrendo cada segundo...os dois - ele soltou o ar dos pulmões – JP: Desculpa te fazer passar por isso. - ele voltou a chorar – Rosa: Não... não chora. - ele olhou pra mim – JP: eu te amo tanto, eu nao acredito que eu deixei isso acontecer Rosa: esta... tudo bem - falei tentando me convencer disso também – JP: Não.. não esta - ele levantou .- Não, não me fala que ta tudo bem que não ta... eu nunca vou me perdoar por isso. voce estava esperando um filho meu ? - ele ainda chorava- Rosa: Sim.. me perdoa amor , nao ter te contado, eu fiquei com medo da sua reaçao - meus olhos ja enchiam de lagrimas novamente - JP: Morena, voce e minha vida, o que eu mais quero e passar o resto da minha vida com voce e nossos 5 filhos - sorri fraco - Rosa: Vem cá vem... deita um pouquinho aqui comigo . - ele veio chorando igual uma criança cheguei um pro lado com um pouco de dificuldade ainda sentia dor ,e ele deitou comigo eu o abracei e ele chorou mais ainda. Rosa: Eu te amo. - beijei a sua bochecha e fechei os olhos e absorvi o seu cheiro, que era o melhor que eu conhecia, Dormi de novo e acordei o JP não estava mais do meu lado... abrir os olhos e não vi ninguém a porta se abriu com tudo e vi minha mãe e o JP discutindo. Rita: Você é um moleque filho da p**a, você nunca mais vai encostar na minha filha, seu maconheiro. JP: Você acha que eu queria isso pra ela, eu amo ela. Rita: Cala a boca... meus filhos só estao aqui por causa de você. Rosa: Gente não briguem – falei com um pouco de dificuldade ainda- Rita: Filha - ela veio ate mim e segurou a minha mão - Você ta bem ? - ela alisou o meu cabelo – Rosa: to bem mãe... só cansada, e meu irmao ? Rita: Estar na mesma, tem certeza que ta tudo bem ? Rosa: tenho sim. Rita: Você sabe que vamos ter uma longa conversa não sabe ? - soltei o ar – Rosa: Sei sim... Rita: e que não vai mais poder chegar nem perto desse traficante - ela olhou canto de olho pro JP que só observava com os braços cruzados- JP: Eu ainda to aqui, sabia ? Rita: Sabia... por isso mesmo que eu to falando. Rosa: Mae... eu não vou me afastar dele. - ele me olhou e sorriu de canto de boca – Rita: depois a gente resolve isso... JP: Rosa eu já volto - minha mãe revirou os olhos como se ele fosse voltar mesmo – Sophia: Tudo bem. - ele saiu e minha mãe ficou comigo me fazendo mimos. Rita: filha ? Sophia: oi Rita: voce sabia que estava esperando um bebe ?- vi os olhos dela se encherem. – Rosa: Sabia mãe, sabia. Rita: eu não sei se fico triste ou sei la ... era filho do traficante ne. – nao acreditei quando ela disse aquilo- se perdeu com ele ? Rosa: Mãe não fala assim dele, se você o conhecesse iria ver que não é nada disso... e sim, me perdi com ele, foi maravilhoso, ele foi muito carinhoso comigo, embora eu não sei se vou ter coragem de fazer isso de novo. - abaixei os olhos- Rita: oh meu deus minha filha- ela me abraçou forte. - eu te amo , queria tanto que você não tivesse passado por isso. Rosa; eu também mãe ,eu também Fiquei mais uns 2 dias no hospital e depois fui liberada, minha mãe queria ficar em casa comigo mais eu insistir pra que ela ficasse com o Dan, então eu fui pra casa do JP , Dona Maria estava cuidando de mim como se fosse filha dela e eu estava amando o mimo. Maria: Com licença- ela disse entrando no quarto - trouxe uma sopinha pra você querida. Rosa: Dona Maria não precisa, já estou melhor. Maria: Não me custa nada- ela disse enquanto me entregava - Rosa: E JP, cadê? Maria : foi pra essa vida dele né, queria tanto que ele saísse disso. Rosa: Eu também, como queria. Maria: Infelizmente o tráfico domina meu menino - ela disse enquanto saia .. Fiquei ali comendo a sopa quando meu telefone apita. Mensagem Rita: Filhaaaa, Dan acordou Rosa: Não acredito, vou pra ir agr mesmo Rita: tenha cuidado prfv Fim de mensagem Terminei de comer , e me levantei de vagar , ainda estava um pouco fragil, me arrumei e mandei uma mensagem pra Agatha, de se ela podia me levar lá, ela concordou então fui indo, desci as escadas dona Maria estava sentada no sofá. Maria : Vai sair flor ? Rosa: Vou sim dona Maria , meu irmão acordou, tô indo no hospital. Maria: sozinha ? Quer que eu te leve ? Rosa: Não se incomode, Agatha vai me levar. Maria: Tá bom, cuidado então. Eu saí. Danilo narrando Meu corpo era de quem precisava se mover, eu abri lentamente meus olhos não reconhecendo o lugar que eu estava , mais pude perceber que era um hospital. Então a minha mente rebubinou tudo, e minha ficha que eu tinha tomado um tiro caiu, olhei pro lado e vi minha mãe sentada em um sofá, cochilando . DL: Mãe- chamei quase sussurrando, ela apenas me olhou assustada - Rita: Meu filho - ela correu até a mim - Meu Deus graças a Deus , médicoooo, medicooo - ela começou gritar- DL: Mãe, calma, eu me sinto bem. Rita: Cala a boca, depois que o médico disse isso eu vou m***r você- apenas rir fraco O médico entrou rapidamente , fizeram alguns exames em mim. Medico: É dona Rita parece que seu filho está bom, e se continuar assim, rapidinho estar em casa. Rita: posso matá -lo doutor ? - rimos - vou avisar sua irmã- ela saiu - Ficamos ali mais alguns minutos quando a porta se abriu com minha irmã entrando, com os olhos dela brilhando de felicidades por me ver. Rosa: Danilo, meu irmão- ela me abraçou- seu filha da p**a nunca mais me deixe aqui, eu precisei tanto de você- ela desabou de chorar - DL: calma n**a, agr eu já acordei e não saio mais de perto de você, não fica assim - com dificuldade alisei os cabelos dela - Rosa: Vontade de te m***r. DL: Pelo visto vou escutar muito isso - ela riu- aah arranquei um sorriso seu - Rosa: nunca mais me de um susto desses em DL: Tudo bem, agr me conte, como estar o morro ? Rosa: Tá bem - ela disse abaixando a cabeça triste- DL: Que houve Rosa? Nem minta pra mim Rosa: Estava grávida do JP, mais perdi - Vi seus olhos encherem denovo - DL: po irmã não fica assim , talvez não era a hr. Rosa: Sim Rita: Não era mesmo , filho de marginal - olhei pra ela DL: pois nessa altura você já sabe que seu filho é um deles né? Rita: Era, depois dessa eu não tiro mais o olho de vocês DL: Era não mãe, sou , eu vou continuar no morro, queira a senhora quer não, é isso que eu sou , esse mundo me domina e pronto. Rosa: Não se esforce falando disso, depois conversamos sobre isso como família. - minha mãe apenas assentiu com a cabeça.
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