HELENA Eram seis e meia. O horário combinado. Cada segundo que passava me fazia querer desaparecer. Mas lá estava eu, andando rumo ao barraco do Coringa, como um porco indo pro abate. Meus pés doíam, minha cabeça latejava, e o medo… o medo me corroía por dentro. Quando entrei no quarto, o cheiro forte de álcool e maconha me invadiu as narinas. Minhas mãos começaram a suar, e os flashs da noite passada tomaram conta da minha mente. Eu tremia. Literalmente. Meu corpo inteiro reagia como se estivesse sendo atacado de novo. Ele me olhou. Fiquei ali parada, como se o tempo tivesse congelado. Coringa se levantou devagar e veio na minha direção. Cada passo dele fazia o chão parecer menor. Eu fui recuando, com medo, tentando colocar o máximo de espaço entre nós. Eu queria correr. Correr o ma

