A noite era espessa. Um silêncio tenso cobria a fazenda como um véu de ameaça. Rosália entrou no quarto de Alana devagar, carregando uma bacia com água morna, gaze e um punhado de folhas medicinais. A luz fraca do lampião revelou o rosto ferido da moça. O olho roxo, o corte no canto da boca, a alma machucada. — Meu Deus do céu... — sussurrou Rosália, ajoelhando-se ao lado da cama. — O que esse monstro te fez, minha menina... Alana apenas fechou os olhos. Lágrimas quentes escorriam silenciosas. Rosália tocou seu rosto com ternura. Pela primeira vez desde que pisou naquela fazenda, Alana sentiu que não estava completamente sozinha. — Escuta aqui — disse Rosália, em voz baixa, olhando em volta com medo de alguém ouvir —... nós vamos dar um jeito de tirar você daqui. Mesmo que eu tenha qu

